eu não sei lidar com falta de sensibilidade, nunca soube
eu não sei lidar com a tua falta de sensibilidade comigo e com todo o resto que te rodeia e até com você mesmo
“as vezes a gente se deixa em almas tão pequenas” dia desses eu li por aí
a gente nunca sabe se tá entregando nosso caos pra alguém que consegue ver beleza nele
porque há beleza até no caos
nas lutas internas
na bagunça
no cosmo
nas profundezas do universo que existe dentro da gente
mas cê tem que ter sensibilidade pra enxergar
cê tem que ter sensibilidade pra sentir
cê não pode ter medo de se afogar
e eu tinha
o muro que eu construí em volta de mim era difícil de derrubar
eu tinha medo do mundo
a vida era um monstro que tomava conta da sala inteira e eu era um pontinho bem no canto encolhida e com medo
mas eu abri a porta e te deixar entrar
e eu me perdi
em você
em mim mesma
eu me estiquei pra caber em um lugar que não era meu
eu me esforcei pra ser presente sem esforço na sua vida
e aí então eu não me vi mais
essa não sou eu
e eu morri
por dentro
em mim
mas é bom morrer às vezes
só assim a gente aprende a renascer
o vazio vem antes do alívio
foi a dor que me ensinou
e ainda que ela tenha se instalado no meu peito durante incontáveis dias
o sol está voltando
apareceu até um arco-íris
sem chuva, sem flores
foi a dor que me ensinou
me pergunto se eu deveria te agradecer pelos teus erros
afinal é por causa deles que hoje eu sou mais forte
e corajosa
é por causa deles que hoje eu sei o que é melhor pra mim
e agora se eu me afogar só vai ser em almas tão grandes quanto a minhadeveria te agradecer pelos teus erros
afinal é por causa deles que hoje eu sou mais forte
e corajosa
é por causa deles que hoje eu sei o que é melhor pra mim
e agora se eu me afogar só vai ser em almas tão grandes quanto a minha
