(Des) Construção

A natureza já é natural em seu próprio nome.
Enquanto o planeta gira, ela começa e nunca termina.
Fica no seu mantra eterno de renovação e energia.
Se destroi pela noite para reconstrui-se durante o dia.

Na dança cósmica da (des)construção feita por Shiva, ela indica o que está para começar e a natureza de nós mesmos faz com que a interação seja a maior transformação desse ritual cheio de mística.

De dentro para fora a natureza extrapola. A dança agora é a da construção, já que a realidade não permanece a não ser a cada exato instante. Mesmo sendo independente, a nossa ligação transcende o minúsculo eu que grita de medo porque não sabe ele distinguir entre a ilusão e a realidade.

Por muitas voltas que damos a todos os assuntos da natureza, ela continua sendo tudo. Eu, você e o que calculo. Não há maneira de explicar, apenas de aceitar que a viagem transcorre do nada para o tudo e do tudo para nada. Nunca acaba.

Ela segue indo mesmo depois de chegar. Quanto maior a interação maior a transformação. Se não voltamos da destruição é porque ainda não estamos prontos para nos (des)construirmos outras vezes mais.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Why I Still Writing?’s story.