Rosas Lubrificadas
Poesia de uma jovem insegura nos versos e em tantos outros momentos, mas que ao falar de quem ama entende que o amor é corajoso.

Sinto nossa carne em ebulição
Num processo de excitação
Que doce consequência essa
Da nossa revolução
A ti, meu sagrado feminino
E veja com olhos de Argos
A potência desse nosso agrado
Na carícia do beijo
Na provocação do desejo
No toque do dedo
Me excita
Na cama sou Lilith
Deusa erótica nos caminhos proibidos
Se renda a esse pacto
Me diga o que quer
Me dê o que quero
Seu buquê eu devoro
Lhe lubrifico
Me delício
Lhe sacio
Sinto em minha língua
O molhado do teu sexo
Te chupo e te sinto
Me implore por continuação
Estou a sua disposição
Nesse momento
Implorando eternização
Sinta teu poder
Teu líquido
Tua revolução
Sinta meu desejo por ti
E depois me sinta
Te quero na cama
Me presenteie com teu gemido
Agora
Em meu ouvido
Repare em você
Como eu reparo você
Na mais simplista essência
Desse teu corpo sangrio
Vermelho
Menstruado
E se renda aos meus pecados
Entra em meu canal
Sintoniza o movimento
Não liga pro barulho
Escuta meu gemido
Meu corpo treme
O teu se revigora
Minha mente esvazia
Sinto uma euforia
Há troca recíproca
Transparece alegria
E te olho
Há prazeres em nossa lesbianidade!
Segundos necessários para compressão
Do presente desse modo que indica
Na terceira pessoa do singular
O significado daquele famoso verbo gozar
Enfim, GOZAMOS!
A nós,
amor lésbico
E o prazer
É todo nosso
