Rosas Lubrificadas

Larissa Sousa
Jul 22, 2017 · 2 min read

Poesia de uma jovem insegura nos versos e em tantos outros momentos, mas que ao falar de quem ama entende que o amor é corajoso.

Sinto nossa carne em ebulição
Num processo de excitação
Que doce consequência essa
Da nossa revolução

A ti, meu sagrado feminino
E veja com olhos de Argos
A potência desse nosso agrado

Na carícia do beijo
Na provocação do desejo
No toque do dedo
Me excita

Na cama sou Lilith
Deusa erótica nos caminhos proibidos
Se renda a esse pacto
Me diga o que quer
Me dê o que quero

Seu buquê eu devoro
Lhe lubrifico
Me delício
Lhe sacio

Sinto em minha língua
O molhado do teu sexo
Te chupo e te sinto
Me implore por continuação
Estou a sua disposição
Nesse momento
Implorando eternização

Sinta teu poder
Teu líquido
Tua revolução

Sinta meu desejo por ti
E depois me sinta

Te quero na cama
Me presenteie com teu gemido
Agora
Em meu ouvido

Repare em você
Como eu reparo você
Na mais simplista essência
Desse teu corpo sangrio
Vermelho
Menstruado
E se renda aos meus pecados

Entra em meu canal
Sintoniza o movimento
Não liga pro barulho
Escuta meu gemido

Meu corpo treme
O teu se revigora
Minha mente esvazia
Sinto uma euforia
Há troca recíproca
Transparece alegria

E te olho

Há prazeres em nossa lesbianidade!

Segundos necessários para compressão
Do presente desse modo que indica
Na terceira pessoa do singular
O significado daquele famoso verbo gozar

Enfim, GOZAMOS!

A nós,
amor lésbico

E o prazer
É todo nosso

Larissa Sousa

poeticamente frustrada

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