Foi o último beijo, Vedder

A solidão transcede o gênio, é fruto de 1 menos 2. E não adianta chorar (nem gritar!). Ela não te deixa lembrar do chocolate meio derretido, diário… Entretanto, faz questão de manter aquele gosto salgado na boca. Vedder sabe bem do que eu “tô” falando. Foi o último, sim.

A solidão vai além do “sinto sua falta”. Isso, por sua vez, não chega nem a ser ruim. “Foda” mesmo é o vazio que ela traz, deixa de ser Um e passa pro Não Ser. Imperceptível ao olho alheio, mas cruel como uma estaca de gelo no peito (?!).

Faz morrer — e, talvez por isso, eu tenha posto Tio Eddie na conversa. Representação (im)perfeita da morte em um beijo, numa voz inigualável. Só os sentimentais entendem o peso do que eu quero dizer, até porque, não é todo dia que uma ordem de Apenas Respire vai te arrancar essa enxurrada de lágrimas. Precisa por o coração na frente, pra entender toda a semiótica de um beijo envolto em choro. Porque, se pensar demais, a razão se cobre de coragem e mancha tudo de uma cor só, além do espectro visível.

Eu entendo, Vedder, o que é morrer num beijo. Solidifique-se, sr. solidão, e faz dessa queda um passo de dança!

Post Scriptum: Sabino manda bem demais ;)