
A Competição Está Matando a Sua Produtividade?
Como qualquer arma, competividade deve ser manuseado com cuidado. Aqui, vamos explorar como fomentar a colaboração, aumentando a competição sem que ela torne-se um território hostil.
Aterrizar em um emprego competitivo, em uma empresa conhecida seria um estimulo para qualquer pessoa em qualquer estágio da carreira. Mas quando Jody Kinner foi trabalhar no Gruopon, a competição teve um significado totalmente diferente.
O departamento de pesquisa de mercado funcionava semelhante a uma divisão de vendas.“Passavam nossas metas que tinhamos bater todos os dias, simplesmente em sua primeira semana após algumas horas de treinamento, você já estava sendo comparado com todos os outros no departamento”, Kinner (concordou em ser entrevistado sob a condição de que não usaríamos seu nome real) disse a Fast Company. A empresa mantinha uma lista de realizações e desempenho do dia, de todos para todos ver. As maiores e menores desempenhos eram enviadas semanalmente para todos, com os maiores desperdiçadores de tempo, de atraso, até mesmo de comedores de pizza.
O velho ditado “concorrência traz o melhor nas pessoas” merece um funeral apropriado.
E aqueles que não atingissem a meta? “Todo dia, se você não tivesse atingido a meta, que seja por um ponto, seu supervisor chamava você para conversar e dizer como você poderia melhorar, e que sentia que você poderia fazer melhor e porque você não saiu-se a altura dos outros.”
Ao invés de trabalharem com uma ferramenta de feedback eficaz para a motivação, Jody relata que a tática teve exatamente o efeito oposto sobre os funcionários.“As pessoas ficavam tão desesperadas para atingir suas metas de pesquisa, que não falavam um com os outros. Durante todo o dia, nem uma palavra, porque eles sabiam que não tinham literalmente um só segundo a perder”. Horas de trabalho não remunerado e sem pausas para o almoço, não eram o suficiente, de acordo com Jody, semanalmente a “vergonha” publica era traduzida para os colegas de trabalhando, não reconhecer (e aqui no sentido de nunca vi na vida) as pessoas com os números mais baixos.“Quase todos os que trabalham lá eram infelizes, você podia ver em seus rostos, eu nunca ouvi uma coisa positiva daquele departamento.”
Morte à Competição
Jody deixou Groupon antes que o atual CEO partisse em busca de um ambiente menos hostil.Mas muitos trabalhadores em outras empresas preferem manter suas cabeças baixadas para manter suas métricas de desempenho em alta, muitas vezes prejudicando a colegas e a inovação. É por isso que Paul Baard, professor de Psicologia Organizacional na Universidade de Fordham, diz: “O velho ditado ‘competição traz à tona o melhor das pessoas' merece um funeral apropriado.”
Ao invés de olhar para vencedores versus perdedores no ambiente de trabalho, Baard sugere olhar ao longo de uma motivação continua que varia de extrínseca (“O que eu ganho ou posso ganhar em fazer esta tarefa?”) para intrínseco (“O que posso desfrutar fazendo isso? ”).
“Um empregado extrinsecamente incentivado pode ser bastante produtivo no curto prazo”, explica Baard, com o tempo eles podem sofrer de ansiedade, esgotamento e ter baixa colaboração. “A concorrência interna também está associada com a motivação extrínseca e traz uma série de comportamentos indesejados, por exemplo, enganando e prejudicando os outros”, observa. As coisas são piores, diz David Lewis, presidente e CEO da OperationsInc, nas empresas de terceirização e de consultoria, quando a administração incentiva o mau comportamento.“Os gerentes muitas vezes estragam boas organizações, favorecendo os funcionários mais agressivos, assim desmotivando as engrenagens menores, que são fundamentais para o sucesso da organização.”
Por outro lado, Baard diz que a pesquisa constatou que funcionários inclinados a opinar em reuniões e bater metas como algo divertido são mais criativos, colaborativos e persistentes.
Ameaça ou Desafio?
Como alimentar uma ambiente de competitivo saudável, ao invés de um ambiente destrutivo? Primeiro, como com qualquer coisa, é importante avaliar como a competição é percebida pelo cérebro. Se é como a experiência de Jody no Groupon, onde os números resultam em humilhação pública e coisas piores, isto é uma ameaça enviada ao cérebro que correndo entra em seu estado animal de improdutividade.
Se a cultura da empresa serve a competição com um lado generoso de recompensas para aumentar o conhecimento e networking, torna-se um desafio ao cérebro querer conhecer.“Em um ambiente de desafios, não é esperado que você seja perfeito, e nem que seja o vencedor, mas que você tenha a possibilidade de lutar a altura da ocasião. Você é livre para aceitar os riscos e seguir para eles, é o que ativa o seu sistema de orientado a vencer”, os autores Po Bronson e Ashley Merryman escreveram em Top Dog.
Mantenha Amigos Próximos e Seus Concorrentes Mais Ainda
Embora a equipe de pesquisa do Groupon agisse como que seus colegas de sala estivessem sentados lá na Sibéria, os funcionários muitas empresas estão realmente dispersos geograficamente, tornando mais fácil criar uma competição negativa. Pense: “Eu não me importo em competir com você, se eu nem sequer te conheço você”. Este problema que gamification resolveu para LiveOps, call center SaaS com mais de 20.000 pessoas na equipe.
Com uma equipe dispersa em vários estados e no Reino Unido, Phoenix Marketing Internacional estava em uma situação similar. Para promover a comunicação e a colaboração, a empresa lançou uma rede social interna apelidado PMInsider em 2011. O CEO da empresa, Al DeCottis, disse a Fast Company que quando o site da empresa foi redesenhado, ele ofereceu aos empregados um link com o preview do PMInsider, encorajando aos funcionários a comentarem, sugerirem e opinarem para aprimorar o novo site para lançamento. No inícios o time ficou meio tímido em contribuír, DeCotiis disse que houve um enorme aumento no compartilhamento de informações e pesquisas entre os times e que isso levou ao maior eficiência em toda organização. Sem mencionar os índice de 95% de retenção dos profissionais. DeCotiis atribui em parte também a contratação de profissionais que compatíveis com a cultura da empresa "que premia contribuições criativas, trabalho duro e total compromisso com o cliente."
Como Direcionar para Uma Competição Saudável
Como CEO da 15Five, que desenvolve o software que ajuda empresas a dar e receber feedbacks de seus funcionários, David Hassell tem pensado muito como a competição pode criar ou destruir a cultura de uma empresa. "Não é preto e branco," Hassell afirma, "É como stress. Há o stress bom e o stress ruim."
Para explorar o lado, Hassell sugere a criação de um jogo, onde as pessoas estejam competindo, mas que os objetivos da empresa estejam alinhados com as objetivos individuais. "Isso cria um senso que nós todos estamos junto nisso," ele destaca. Quer seja uma meta de venda que premie toda a equipe com bônus( e prêmio extra para o grande vencedor) ou uma competição de design que promova a colaboração entre as equipes, que resulte em uma solução usada realmente pela empresa, Hassell diz "Tem que ter um contexto amplo, onde ninguém perde."
Ele acredita que seja responsabilidade dos gestores, tornar a competição muito transparente do progresso até a meta. Se os objetivos são alinhados no início, eles atraem naturalmente as pessoas para competição. Para o engajamento do pessoal de atividades individuais como desenvolvedores e designers, Hassell afirma que os gestores devem atuar como coaches. Para não deixar eles sentirem-se perdedores, Hassell diz, "Bons gestores inspiram seu pessoal, para ter o melhor deles e guia durante o longo processo de descoberta para a melhor desempenho."
Professor Baard sustenta que há uma necessidade psicológica interna associada com a motivação intrínseca. "Certos tipos de competição satisfazem essa necessidade," ele diz, que é melhor ter uma competição focada em um concorrente externo a empresa, como um outro negócio, ou um desafio comum como um prazo ou meta de lucro. “Tal foco leva colaboração em grupo”, diz Baard “Isso configura uma abordagem de equipe para a vitória.”
Texto original de Lydia Dishman em http://migre.me/gCqpi
Traduzido e adaptado por William de Oliveira.
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