Devorador de paraísos.

A insegurança DEla

O monstro tinha trinta bocas dentro de varias bocas. Sua língua era gigante e áspera. Tinha tantos dentes quanto as estrelas no céu, cada um deles mortais ao toque.

Seu corpo era fumaça, raios transitavam ao seu redor. Parecia uma tempestade viva. Meus medos encarnados.

Tão grande quanto um castelo, ele chegou no paraíso que criei. Começou sugando toda a água da nascente que regava minha floresta. Devorou todos os meus vinhedos e pomares. Bebeu todo o vinho e comeu todo o trigo. Abocanhou meus amistosos tigres de uma só vez. Mutilou todas as minhas aves.

Tomei em punho minha espada, coloquei meu elmo, e sem escudo lancei-me sobre a colossal criatura…
A luta foi feroz. Os relâmpagos que saiam de seu corpo se tornarem gritos, logo seus dentes se tornaram lagrimas salgadas. E seu corpo foi tomando a forma original — a criatura abstrata virou Ela. E nesse dia eu descobrir o horror que Ela guardava dentro de si.

Depois disso terminamos. Eu fiquei ferido e Ela ainda tenta pedir desculpas.