500 dias sem ela.

“Acho que a gente não deveria mais se ver.”

É assim que Summer destrói Tom. Porém, a culpa é dela ou só não estamos preparados para uma Summer?


Eu te recomendo colocar uma trilha sonora pra ler esse texto:


Temos nossa alma gêmea? Com bilhões de pessoas no mundo, há apenas um ser perfeito para nós? E por que ele tem que ser perfeito?

Carregamos um passado de tristezas e julgamentos que usaremos com as próximas pessoas que encontraremos. Racionalmente, uma pessoa que acabamos de conhecer não tem culpa de nada do que nos aconteceu nos relacionamentos anteriores.

Entretanto, tendemos a fugir de tudo que nos lembra algo que sofremos. Seria melhor enfrentarmos esses monstros? Seria. É fácil? Claro que não.

Julgamos o tempo todo, criamos expectativas, estereótipos. Por exemplo, ser educado ou demonstrar carinho muitas vezes “indica querer algo a mais”. Por que educação, carinho, cuidado com as pessoas não são coisas comuns?

Existe também a competição. Vemos as histórias (virtuais, principalmente) de outras pessoas e comparamos com nossas vidas. Queremos igualar, superar, nos vingar.

Isso tudo me faz pensar em como temos que evoluir nossas relações. Como magoamos/somos magoados e como lidamos com isso.

Livre e independente. Esse olho é sacanagem.

A nossa felicidade não está na Summer. A nossa felicidade está apenas dentro de nós. Ninguém precisa de metade da laranja. Somos laranjas inteiras.

Todo mundo já foi ou já encontrou uma Summer

Ahhh, Summer, sua desgraçada. Como você pode ser assim tão bem resolvida?

Assista 500 dias com ela. De novo. Veja como ela é clara desde o início sobre suas intenções.

E o pior, a gente tende a culpar a Summer por ser assim, quando na verdade ela deixou tudo claro desde o começo. A gente só não está preparado.

Trecho narrado do final do filme:

A maioria dos dias do ano é irrelevante. Eles começam e terminam sem nenhuma lembrança duradoura entre eles. A maioria dos dias não tem impacto no percurso da vida. Vinte e Três de Maio era uma quarta-feira.
Se Tom aprendeu alguma coisa foi que não se atribui um grande significado cósmico a um simples evento na terra. Coincidência. É tudo que qualquer coisa é. Nada mais que coincidência.
Tom finalmente aprendeu que não existem milagres, não existe essa coisa de destino, nada “é para ser”. Ele sabia. Agora ele tinha certeza disso. Tom tinha certeza absoluta.

Uma Summer sempre vai mudar a sua vida. Porque Summers não são comuns, vazias. São intensas, apaixonantes.

Os dias passam, tudo acaba. De 1 a 500. Hoje pode ser sempre o primeiro dia de uma nova parte da minha vida.

Summers, como o verão, são uma fase. Eu espero que a sua seja incrível.


Esse texto é resultado de uma série de conversas com pessoas amigas maravilhosas, que dividem suas incríveis histórias comigo. Eu as agradeço, de coração ❤

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