A INFLUÊNCIA DO BLINK-182 NA GERAÇÃO MILLENNIALS.


Essa semana eu escrevi um artigo para o site action182, como semanalmente o faço e até que gostei do resultado. Por isso, decidi compartilhar aqui também. ☺

Eu conheci o blink-182 em 2001, quando tinha apenas 11 anos de idade e a banda lançava o que pra mim, até hoje é o seu melhor disco, o Take Off Your Pants And Jacket. Mas naquela época eu não sabia o que era um disco e muito menos o que era música boa. Só queria saber de rua, amigos e por sorte tinha uma internet discada que me esperava toda noite exatamente ás 23h e 45m pra clicar em “acessar” e esperar longos 30 minutos ou mais até que eu pudesse “entrar na internet”, como a gente costumava dizer naquele tempo.

Eu não me lembro de como exatamente eu conheci a banda, pode ter sido através de algum amigo ou até pela MTV que, naquela época, era o melhor entretenimento dentro de casa pra todo pré-adolescente que chegava depois do meio-dia, após passar a manhã no colégio tocando o terror estudando.

Claro que essa rotina não era só minha, naquele ano o blink-182 já estava se tornando uma banda mundialmente conhecida e assim como eu, alguns amigos começaram a se inspirar musical e visualmente em Tom, Travis e Mark. Aliás, pouco tempos depois, lá por 2003, ver franjas e piercings no lábio estava se tornando frequente em festivais de música dos colégios da minha cidade (São Paulo) e nas, ainda prematuras, plataformas de redes sociais, no caso os chats terra-uol-bol.

Esses foram apenas alguns dos primeiros sinais de que aquele tal de blink-182 estava realmente invadindo nossos dias e nossas vidas de todas as formas possíveis.

Ainda em 2003 a banda lançaria um álbum que a tornaria ainda maior do que já era, com um som menos punk rock e mais pop, falando menos besteirol e carregando mais sentimentos nas letras, era lançado o Self Titled, com Feeling This, Down, I Miss You e Always, entre as faixas que dali até 2005 estariam frequentemente nas rádios e programas musicais. Bom, na verdade a essa altura o blink já não era assunto só pra MTV, pois em MALHAÇÃO de 2004 (!!!), entre os temas, estava “I Miss You” na trilha da ~novelinha~.

Se você tem mais de 20 anos, eu sei que você lembra muito bem. #ShameOnYou #ShameOnMe

Naquele ano, eu lembro que estava apenas começando a dar os primeiros passos batuques em uma bateria e o quanto estava sendo influenciado por todas as incríveis levadas que Travis Barker havia criado até ali. Era muito louco por que eu já conseguia fazer algumas viradas e acompanhar alguns refrões retos, como a maioria das músicas do blink são, e ainda assim conseguia perceber o quanto cada levada de Travis era diferente em todas as músicas, ainda que o mito conseguisse manter seu estilo único.

Não só a mim, mas o blink-182 influenciou TANTO essa geração millennial que ali já era estranho você gostar de blink-182 e NÃO TER um Delonge, Hoppus ou Barker no seu nick name do ICQ, MSN ou Orkut.

MANO POR QUE A GENTE FAZIA ISSO? SÓ ME DIZ PORQUE!?

Hoje, pode até ser motivo de risada mas é normal que esse tipo de comportamento aconteça. E não é só na música! Toda idolatração uma hora nos expõem um pouco ao ridículo e estejamos ok com isso.#ShitHappens

Esses são somente algumas características do quanto o blink-182 influenciou nossas vidas. Algumas coisas ruins também eram passadas pela filosofia for fun do trio, como o fato de, por ser uma banda estadunidense, as referências junk culture estavam sempre afloradas acompanhando as piadas sobre pênis, sexo oral e mães. Mas eu gosto de acreditar que sobressaíram as referências positivas que sempre estiveram presente em todas as letras da banda durante esses 23 anos de blink-182.

Lá por 2006 eu entrei em uma banda Pop Punk e notei o quanto o trio também estava sendo fundamental para outras bandas que, influenciadas pelo blink, começaram suas carreiras. Strike, Cueio Limão, Houdinie Dibob, são algumas das que posso citar e que, com o tempo, chegaram longe e ajudaram a construir nossa própria cena Pop Punk. Algumas estão aí até hoje, outras não. Mas o que importa nisso tudo é que essa banda teve um grande significado na construção de nossas personalidades.

E se “personalidade” se define por “formas relativamente estáveis, características do indivíduo de pensar, experimentar e compor-se” como resumiu Rotter em 1954, então todos nós somos um pouco blink-182, por mais que não carregamos mais seus sobrenomes em nossos nick names.

Artigo publicado lá no ACT182. Leia lá e conheça a loja do site ☺

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