Conde Favela Sexteto conta a história do jazz: intenso, resistente e contemporâneo
Coletivo Marte
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Jazz é coisa de Encardido! ❤

Conde Favela consegue sintetizar e reconstruir toda áurea mítica do jazz, naturalmente eles vivem o jazz, não somente o reproduzem.

Eles tiram o ranço cult e hipster imposto pela resignificação do gênero e o localizam de volta ao guetos e vielas, tal qual era em seu nascimento e época áurea nos EUA. Fazem hardbop na quebrada, fazem da quebrada celeiro do jazz contemporâneo, fazem a quebrada dançar ao som de trombones e trompetes e isso é nossa cultura sendo tomada de volta, isso é contra-cultura de forma efetiva e prática.

Durante toda a minha vida presenciei somente três pessoas citando Lee Morgam como músico e como homem, e essas pessoas são: Edson Ekê, Mabu Reis e Buruga Buru. Fico feliz pela sensibilidade do texto captar algo tão peculiar na vivência deles, consequentemente da nossa também, isso dá credibilidade e trás acolhimento.

O texto está excelente, parabéns Coletivo Marte por falar dos nossos queridos Jazzmen da quebrada, afinal de contas, Conde Favela é vida! ❤

Mumu Silva