Das fontes do conhecimento.

Parece que quanto mais estudo mais percebo que tenho menos conhecimento. “Nossa, não sei isso, nossa, não sei aquilo.” Pois é, trata-se daquela velha história de Sócrates: “Só sei que nada sei”.

Quando somos estudiosos, interessados por tudo, “amigos” da sabedoria, procuramos, talvez, desinteressadamente ou não, conhecimento geral. E esse saber vem de diversas fontes. Dos livros, dos amigos, das discussões, da internet, religiões, e da própria vida e até mesmo agindo.

O que isso quer dizer? Significa dizer que o conhecimento não tem fonte única. Ele vem de diversas raízes. Não saberemos o que é ética apenas em livros, não vamos descobrir a lei da gravidade apenas vivendo, não conheceremos línguas apena estudando. O que se pode destacar é: Existem diversas fontes de conhecimento e é nossa mente, razão, ou capacidade de pensar que vai relacionar e compreender o que nos é dado, mas mais importante ainda: A prática é uma das formas de conhecimento.

Quem de nós nunca conseguiu realmente aprender algo apanhando da vida? Ora, é caindo-se que muitas vezes se aprende. Outras vezes, um certo livro, uma certa frase de autor pode mudar sua vida para todo o sempre. Ainda há aquelas discussões, brigas de relacionamento, que nos dão lições.

Ao que parece, a todo momento podemos estar aprendendo e interpretando. Cabe a nós mesmos ver se tudo isso que vem a nossa frente tem uma utilidade ou não. Há muita coisa bela nesse mundo e nossa busca por verdades, não pode estar apenas em uma ou outra coisa. Mas em todas.

Cabe, por fim, lembrar uma frase de Descartes que serve como ressalva sobre o tema: “Jamais aceitar algo se não for claro e distinto”. Em outras palavras, existem diversas fontes de conhecimento, mas nem todas elas são verdadeiras.

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