Outubro/2019
Esse mês voou. Foi uma gangorra de acontecimentos. Muitas mudanças no meu trabalho, muitas ocasiões inesperadas, pouca rotina. Foi um mês cansativo, estou feliz que tenha acabado. Ainda mais que daqui a alguns dias terei uma semaninha de férias e passarei dois dias num dos meus lugares favoritos no mundo, a Chapada dos Veadeiros. Espero que não chova.
Assisti a apenas dois filmes em outubro, e curiosamente em dois dias seguidos. Gostei bastante do longa do Coringa, especialmente a interpretação do Joaquin Phoenix. Entendo alguns questionamentos levantados acerca do filme, e não falo das polêmicas, mas sim acerca das capacidades técnicas do diretor e roteirista Todd Phillips. Mas gostei muito. O outro filme foi El Camino, o longa de Breaking Bad, que não é essencial para a história, mas faz jus aos personagens. Abaixo minhas reviews no Letterboxd:

Li em outubro as quatro partes da primeira edição da revista Mafagafo. A Mafagafo é uma revista de Literatura Fantástica nacional, de criação da Jana Bianchi. Hoje a revista conta também com a iniciativa Faísca, de contos curtos enviados semanalmente por e-mail, e em breve com o Pio, microcontos que cabem em tweets. Deixo mais abaixo links para meus reviews no Goodreads das quatro partes deste primeiro volume.
Ainda em outubro comecei a ler Neuromancer, o clássico de William Gibson que popularizou o subgênero Cyberpunk. Com um terço da leitura, posso afirmar que é um trabalho seminal, sem sombra de dúvidas. Lendo 35 anos após o lançamento é difícil perceber, mas à época foi inovador em um sem número de aspectos.

Ainda nas leituras, este mês, com a One Piece 90, finalmente cheguei ao ponto em que está a Panini no Brasil. Não estamos muito longe do Japão. Este volume parece iniciar o que desconfio que será o trecho final do mangá. Suspeito pelas declarações do Eichiiro Oda que ele encerrará perto do 120. Vai ser difícil um dia um mangá superar One Piece em vendas totais, já que quase todo volume é praticamente recordista de vendas.
Outubro meu auge foi nas séries! Vi nada menos que 74 episódios! Mas 45 destes foram episódios de 20 minutos de anime. Vamos lá falar de cada um:
- Assisti a nove episódios da primeira temporada de Star Trek: A Nova Geração. Ficaram faltando apenas dois para acabar a temporada, então foi um vacilo meu não me organizar pra conseguir encerrar esta primeira adequadamente. Cada vez gosto mais da série, embora ainda sinta muita falta da dinâmica entre Kirk, Spock e McCoy;
- Os 10 episódios de The People v. O. J. Simpson: American Crime Story: essa história precisava ser contada. São tantos elementos inacreditáveis que é realmente difícil aceitar a fidelidade da trama. O elenco desta minissérie do Ryan Murphy é um show. Courtney B. Vance como o advogado Johnnie Cochran é meu favorito. Que figura! Mas Sarah Paulson, Cuba Gooding Jr., John Travolta, Sterling K. Brown e o David Schwimmer estão todos muito bem;
- Os 10 episódios da primeira temporada de Mr. Robot: até hoje eu não havia assistido Mr. Robot, mesmo sabendo que provavelmente eu ia gostar. E a primeira temporada é mesmo muito bacana, incluindo um plot twist bem interessante. O trabalho do Rami Malek é ótimo, e ao final a impressão que temos do seu personagem é radicalmente diferente da do início. Em breve devo ver a segunda temporada;
- Os 45 episódios das três temporadas do anime Nodame Cantabile: pensei que ia só começar a rever este anime enquanto minha esposa assistia. Mas fui completamente tragado pelos personagens fabulosos. Nodame é a melhor personagem possível. A dublagem é excelente e o trabalho orquestral por trás da animação é impressionante. Para quem não conhece, Noda Megumi (a Nodame) é uma estudante de piano no conservatório quando conhece Chiaki, que toca violino e piano, mas quer mesmo é ser maestro. Nodame é bagunçada, tem dificuldades de se adaptar às regras do mundo normal, mas ao mesmo tempo ela tem um dom impressionante no piano. Já Chiaki é perfeccionista, ultra dedicado, destinado a ser um dos grandes. A trama conta com um elenco coadjuvante muito bom em suas duas fases, mas é mesmo a dupla de protagonistas que brilha. Devoramos os episódios num único final de semana e, uma semana depois, ainda estou absorto pela história. E minha esposa foi atrás do mangá online e devorou 25 volumes em poucos dias. Queria muito que fosse lançado no Brasil. O mangá é mais detalhado, mas o anime tem a vantagem do som. Enfim, vejam.

Ouvi em outubro 77 podcasts, que foram: 4 AntiCast, 5 Curta Ficção, 5 The Skeptics’ Guide to the Universe, 5 Hodor Cavalo, 5 É Pau, É Pedra, 3 Caixa de Histórias, 2 Hidden Brain, 5 Naruhodo, 4 Pistolando, 2 Frequências Abertas, 4 Xadrez Verbal, 1 HQ da Vida, 2 Our Fake History, 2 Os 12 Trabalhos do Escritor, 3 Estação 9 3/4, 2 Mundo Freak Confidencial, 1 Cinematório Café, 5 Foro de Teresina, 2 Ponto G, 1 Pergunte às Damas, 5 Lado B do Rio, 1 Covil de Livros, 2 Intervalo de Confiança, 3 Variância (spin-off do Intervalo de Confiança), 1 Conversa Inferencial (outro spin-off), 1 Rebobine e 1 Bobagens Imperdíveis. Os destaques foram:
- AntiCast 409: Trump, Erdogan e o Curdistão Sírio — A especialista no Curdistão Florencia Guarche resume o histórico dos cursos e os últimos acontecimentos na Síria;
- Mundo Freak Confidencial 270: Midsommar — A equipe do MFC discute o filme Midsommar. Como a Juliana Ponzilacqua entende de runas, a discussão enriquece a experiência do longa;
- Covil de Livros 125: Maus — O quadrinho premiado de Art Spiegelman é debatido, me deixando com vontade de relê-lo após mais de 15 anos;
- Bobagens Imperdíveis 15: A pilota de histórias — Minha primeira experiência no curto podcast da Aline Valek. E o roteiro é tão bom que me impressionei.
Para completar, ouvi em outubro ao álbum Lover, recente lançamento da Taylor Swift. Me parece melhor que os últimos, mas ainda longe da época em que eu realmente gostava dela, quando ela misturava a sonoridade do country com o pop romântico. Deixarei vocês com o clipe da faixa-título:
