Pq???

Só deus sabe (início sensacionalista spoiler alert da postagem que realmente importa que virá depois) que diabos estou fazendo aqui. Escrevendo. Um blog. Em 2017. ← escrevi essa frase e saí da frente do PC pra pensar. Esse início até que tá honesto, mas como conectar com o resto do texto? É… a prática faz falta.

Sempre quis saber pq cada figura da música que curto montou bandas, compôs músicas, gravou discos... Queria saber pq pessoas faziam coisas, o que as motivavam, enquanto eu fazia as coisas sem saber bem pq — ter um instrumento e fazer questão de não aprender a tocá-lo decentemente, se meter em bandas nadavê, escrever um blog ~sobre nada~por aaaaanos etc. Simplesmente tinha que fazer, sem esperar retorno. Minha curiosidade michou quando me dei conta que a maioria dos caras diria “Pra arrumar mulher” (pra ganhar dinheiro eu até entendo). Deveras deprimente, mas a mente masculina é essa coisa linear — ao menos o Cabaret Voltaire saiu um pouco dessa lógica, nunca teve groupies e dizia que existia pra irritar as pessoas. Enfim, não é fácil ser mulher, hétero, ~condicionada aos ídolos homens~. Paciência. Mas não desanimemos, ao menos tem umas músicas bacanas no meio do caminho graças aos caras dos pensamentos lineares. E podemos gostar das músicas e achincalhar os criadores, é um exercício divertido de… inversão de valores? A música do fulano não me tornou uma pessoa melhor — eu sou eu, e se por acaso sou uma pessoa legal que foi tocada pela obra do fulano lá, a sorte é dele. Hehe.

Talvez por ser essa pessoa que desde pequena tinha um gosto questionável, virei uma mulher que faz questão de desautorizar tudo que possa ser encarado como de “bom gosto”: seja o bom gosto dos outros ou mesmo o meu. Não é pq gosto de algo que é necessariamente bom, visto que gosto é subjetivo e está intimamente ligado a vários fatores aleatórios tipo você curtir aquela música não pq ela é realmente boa, mas pq lembra o rádio do carro nas viagens com a família nos anos 80. Já cogitei a hipótese de ter um padrão matemático do pq de eu gostar de certas coisas e de outras pessoas gostarem de outras coisas, e de repente esses padrões matemáticos poderiam gerar padrões de comportamento, sei lá — o problema é que não sei nada sobre o efeito da música no cérebro (e muito menos sobre matemática) então fica aí a ideia :P E eu achando que só o Pandora me entende…

A desautorização de qualquer credencial de ~entendido de cultura pop~, essa sim, mudou a minha vida. Em eras pré-internet, eu lia e relia sobre música como uma alucinada, tentando decorar o máximo de dados possíveis sobre o (pouco) que me interessava e o (muito) que não interessava (ainda assim, continuo achando que não sabia muita coisa não) — até que veio o gúgol e vi que não preciso mais ocupar a cabeça com isso (pode ser velhice também). Muito libertador, pq é o que me possibilita relatar aqui coisas baseadas única e exclusivamente na minha vida, não tendo compromisso algum com o que consta nos autos da tal ~~cultura pop~~. Esse foi o mote principal do blog ~sobre nada~ por aaaaanos: poucos dados precisos e muita paixão (apesar da aparência meio geladeira desta que vos digita).

E pq resolvi voltar a escrever uns parcos posts aqui? Mais uma vez, pq preciso. Pq não estou dormindo direito, só vou sossegar quando estiver publicado o que quero. Pq tenho que falar de algo que foi parte do meu crescimento e, acabei de me dar conta, foi mais importante do que imaginava. Pq preciso deixar registrado em algum lugar, para minha própria futura referência — então, que seja aqui. E, por isso mesmo, é melhor desenvolver direitinho num próximo post, pq aqui eu já enrolei demais. Mas no fim é isso, né? Até tento me afastar, mas é difícil. É bobagem. É corriqueiro. Mas é pop. 
This is pop.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.