
todos versos nas extremidades
ecoando a falta de forças
andando com cuidado sob os escombros
muitas partes de mim
pedaços de um alguém que fantasiei
um olhar solitário de encontro a solidão,
blocos maciços de vida sob o tempo
entre o querer do toque de uma mão ao objeto
e nos perguntamos quantas vezes mais
construir e cair será uma dança?
criar e sentir será uma ilusão?
quantas escavações faremos até findar?
sobreviveremos?
