Quando o Orgulho é Insegurança e o Egoísmo toma seu lugar.

Certa vez eu estava voltando do curso de inglês com minha amiga. Estávamos conversando sobre relacionamentos amorosos, e na época eu gostava muito de um garoto que, não sendo correspondida por ele, paramos de falar um com o outro.

Com tal pensamento de que somos muito orgulhosos para correr atrás e tentar resolver “o problema”, ao chegar em casa eu decidi escrever um texto.

Talvez não seja nem orgulho, seja insegurança.

Talvez não seja porque nós dois somos orgulhosos demais,

achando que o outro deveria procurar mais,

a ponto de se afastar

por sermos iguais.

Mas sim porque somos inseguros demais.

Mas sim, porque não sabemos qual será a reação do outro.

Ou não sabemos o que falar.

Qual direção tomar e com que intensidade pisar.

Talvez estejamos confusos demais para entender ou querer compreender.

E então nos afastamos para colocar a cabeça no lugar,

pois lugar nenhum ela consegue caber,

e esse vazio preencher.

Talvez o coração já está cansado demais pra correr atrás.

Ou está com medo de tentar de novo, e se despedaçar em todo.

Talvez algum dia, quem sabe,

a gente volte a conversar,

e as coisas tentar arrumar.

Mas até que esse dia chegue…

Outro poderá chegar,

e tomar o seu

lugar.

🌻

E de fato. Eu não estava sendo orgulhosa, mas insegura. Eu não queria conversar mais, mas não por pensar “ele que tem que me procurar” e sim “eu não quero incomodar”.

Por fim, considero esse orgulho saudável. Porque por mais que nossa relação não tivesse um fim definitivo, pelo menos a gente não tocava mais na ferida já discutida antes. Pelo menos deixamos o passado onde ele deve ficar: no passado.

E infelizmente temos em soma um certo egoísmo. Muitas pessoas ao invés de deixarem a correnteza da empatia fluir, colocam a barreira do egoísmo para isto impedir. Ao invés de deixarem o outro na sua zona de conforto em que, certamente, também estão tentando “colocar a cabeça no lugar”, ficam tocando no assunto diversas vezes quando não deveriam.

Há falta de empatia. “Talvez o coração (do outro) esteja cansado demais pra correr atrás”, e deve-se ser respeitado esse espaço, ao contrário de só pensar no próprio querer; de só olhar para o próprio umbigo.


Deixe o trem partir. Pois quando ele voltar, o coração dos dois pode enfim se acalmar.

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