Amor vs Medo de ser feliz

O medo que eu tenho de ser feliz…, de amar, de que corra bem…, felizmente é menor que a minha vontade, que a minha fé. É impressionante a forma como eu me entrego ao amor, apesar de todas as feridas que vêm de trás. A esperança, o sorriso, os sonhos… é lindo.

Talvez nunca ninguém me vá dizer: és lindo — é lindo a forma como amas e acreditas no amor. Talvez nem seja possível, pois ninguém sabe o tamanho e ardor real das minhas feridas, é algo que só eu posso sentir, e perceber a quantidade de fé que é necessária para voltar a saltar. Ninguém sabe verdadeiramente o quão árduo e difícil tem sido o trabalho de as sarar.

A verdade é que também não é uma escolha, é uma necessidade, vital. Eu preciso de amar. Eu preciso de sentir o amor e a força da paixão a correr-me nas veias. Eu preciso de sentir. Se não sentir não sem quem eu sou. Perco-me Desoriento-me. Vou para um vazio que é insustentável e que se enche de uma ansiedade asfixiante. É louco. Sou louco. Somos loucos. E há qualquer coisa de bom nisso, também.

Será tudo isto um sonho? Será verdade que “a tristeza não passa e a felicidade sim”. Que sensação é esta que inunda o meu peito e porque é que ela não pode durar?

Será que eu não vou nunca voltar a olhar para ti e a sentir que de facto tudo está bem, para sempre. Porque é que me persegue esta sensação de que não acabou? De que ainda falta? Está bem assim. Para mim. Para ti.

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