Ambiente de 2015 ainda é o maior adversário do São Paulo

Foto: Marcos Ribolli

A temporada passada para o São Paulo foi uma catástrofe — talvez a pior da história do clube. Brigas, mentiras, confusões e até presidente renunciando. Dentro de campo, a equipe também passou vexames, mas conseguiu como “prêmio de consolação” uma vaga na Libertadores. Mesmo com o início de 2016 e a esperança de novos ares, parece que o Tricolor ainda vive em 2015.

O ano começou para o São Paulo com a proposta de arrumar a casa, restruturar o time e resgatar o orgulho dos jogadores e torcedores — principalmente após o 6 a 1 sofrido para o Corinthians em Itaquera. O técnico argentino Edgardo Bauza, bicampeão da Libertadores, chegou com a missão de montar uma equipe competitiva, mesmo com certa limitação financeira.

Com o início da temporada, o Tricolor venceu o confronto de pré-Libertadores e estava indo tudo relativamente bem. Estava. Contudo, veio o revés no clássico para o Corinthians e, na última quarta-feira, a impensável derrota para o The Strongest, da Bolívia, em pleno Pacaembu por 1 a 0, pela estreia na Libertadores.

O péssimo e vexatório resultado voltou a tumultuar o ambiente do clube. O assessor da presidência, Rodrigo Gaspar, fez duras críticas e chegou a falar que Michael Bastos, jogador, e Milton Cruz, da comissão técnica, fazem mal ao ambiente. Atitude que só atrapalha.

Quem olha o São Paulo hoje, nem reconhece o clube que era modelo de gestão na década passada. Enquanto os rivais — Corinthians e Palmeiras — pegavam fogo nos bastidores, com inúmeras crises, o Tricolor reinava no futebol brasileiro e sul-americano. Era o sonho de todo jogador e técnico trabalhar no clube. Atualmente, é só mais um time brasileiro que tenta sobreviver em meio ao amadorismo de seus dirigentes.