China é o lugar de jogadores que pensam apenas em dinheiro

Foto: Baris Simsek/Thinkstock

Ezequiel Lavezzi é mais um que troca o futebol europeu para atuar no faminto futebol chinês. O argentino acertou sua transferência para o Hebei China Fortune e vai receber aproximadamente R$ 45 milhões de reais por ano — em duas temporadas. Após aterrorizar o Brasil, os asiáticos assombram a Europa e vão em busca de jogadores que querem ganhar dinheiro. Apenas isso.

Sim, é fácil falar quando não é a sua porta que o caminhão — ou avião — de dinheiro bate. Mas, me impressiona o fato de alguns bons jogadores, com enorme potencial, que preferem trocar a chance de atingir um patamar mais elevado na carreira, por algum dinheiro a mais.

O caso de Alex Teixeira é o mais simbólico. Era questão de tempo para o ex-vascaíno se mudar para a Premier League e, certamente, ganhar bem próximo do salário que vai receber na China. É simples, só trabalhar forte e manter a regularidade. Mas, de longe, me parece que jogadores viram empresários e só pensam em lucros. Cadê o sonho de ser campeão da Liga dos Campeões?

Imaginem se Willian, do Chelsea, e Douglas Costa, do Bayern, tivessem optado sair do Shakhtar Donetsk rumo à Ásia.

Quando o jogador não tem muita projeção na carreira — em nível de Copa do Mundo e Europa — penso que a proposta de jogar em um mercado fraco tecnicamente seja boa, caso do Aloísio, Muriqui, por exemplo. Ou então Luis Fabiano, que não terá muito tempo de carreira e foi ‘fazer dinheiro’. Contudo, penso que se você tem um objetivo profissional, ir à China não é a melhor escolha.

Mas, não tenho nada a ver com a carreira e questão financeira de ninguém. Cada um sabe o que é melhor para si e o que é preciso para suprir suas necessidades, mas algo é certo: quem perde é o futebol.

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