Dunga segue previsível e deixa a desejar em primeira convocação de 2016

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Dunga, técnico da Seleção Brasileira, realizou a primeira convocação de 2016 para os confrontos com o Uruguai e Paraguai pelas Eliminatórias da Copa e, mais uma vez, deixou a desejar. O que chamou bastante a atenção nesta lista foi a ausência do goleiro Jefferson, a manutenção de jogadores que foram para o futebol chinês e a rejeição de nomes que estão em alta na Europa.

A não convocação do goleiro botafoguense mostra o quanto Dunga é despreparado para principal cargo de técnico do país. Com motivo, Jefferson reclamou publicamente do comandante a respeito de ter sido barrado — o que foi uma grande covardia. Após isso, o ‘treinador’ simplesmente resolveu ignora-lo da lista de 23 convocados. Se não é o melhor em atividade do Brasil, o arqueiro está entre os melhores. Além disso, Allison, atual camisa 1, ainda não provou nada para ser titular da Seleção. Cássio, do Corinthians, Marcelo Grohe, do Grêmio, por exemplo, estão bem à frente do jogador colorado.

Já o debate a respeito dos jogadores brasileiros que estão indo à China, tem gerado polêmica. Penso que, se um jogador abre mão de competir em alto nível para ganhar mais dinheiro, as chances dele na Seleção se tornam nulas. Mesmo com a compra de vários jogadores importantes do futebol mundial, a competitividade ainda é fraca. E, sem contar, que mesmo com a temporada incrível que tiveram em 2015, Gil e Renato Augusto possuem substitutos.

Uma prova disso é olhar com mais atenção para o futebol brasileiro ou europeu — onde o nível técnico tende a ser mais elevado. Na zaga, Thiago Silva, que apesar do temperamento emocional não ser o apropriado, vem fazendo uma grande temporada com o PSG. Assim como Geromel, do Grêmio, que fez um Campeonato Brasileiro acima da média em 2015. Na lateral esquerda, Filipe Luís tem ido bem no Atlético de Madrid, mas a diferença técnica entre ele e Marcelo, do Real Madrid, é grande.

Na dupla de volantes, ao meu ver, poderiam ser testados outros nomes. O Napoli, um dos candidatos ao título do Italiano, tem dois brasileiros que chamam muito atenção. Allan, ex-Vasco, e Jorginho são peças fundamentais na saída de bola da equipe napolitana — um dos graves problemas do Brasil. E, sem contar, Lucas Leiva, que após muito tempo, vem jogando em alto nível.

Para o meio de campo, Kaká era para ter sido chamado na Copa do Mundo, onde teria condições de agregar experiência ao elenco. Hoje, sua participação não tem fundamento. Mas, em relação ao ataque, chega a ser difícil de entender. Lucas Moura, do PSG, conseguiu enfim ser firmar e colocou Cavani no banco de reservas, porém é rejeitado por Dunga. E Jonas? Artilheiro da Europa e o grande condutor do Benfica no Campeonato Português e Champions League. Assim como Roberto Firmino, que pode ser um nome para o banco. Contudo, a opção escolhida é Ricardo Oliveira. Um ótimo centroavante, mas sua idade não permite projeções para a Copa da Rússia.

Em busca de decifrar as ideias de Dunga para as escolhas dos nomes, fico pensando: será que ele acompanha realmente aos jogos? Acredito que sim, contudo ele sempre vai optar por ‘cavalheirismos’ com aqueles que o ajudam. Claro que é preciso ter uma base, mas ficar atento ao que está acontecendo é imprescindível para o cargo de comandante de uma seleção.

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