Faltou mais jogo de cintura e menos teimosia de Eduardo Baptista no Palmeiras

O Palmeiras oficializou na noite de quinta-feira (4) a demissão de Eduardo Baptista, mesmo o treinador tendo 70% de aproveitamento e sendo líder do grupo na Taça Libertadores. Quem não acompanha os jogos do clube, deve se perguntar: ué, por que? Como demitir um técnico em apenas quatro meses de trabalho e com números bons? O grande “x” da questão é que a demissão do treinador começou lá em dezembro, quando Cuca não quis permanecer, para cuidar da família.

O Palmeiras, pode se entendido também como Alexandre Mattos, não se preparou para perder Cuca. O treinador campeão Brasileiro tem um estilo muito peculiar — o que não o torna insubstituível, mas é disparado o melhor treinador hoje no país (atrás do Tite, é lógico). O clube deveria ter procurado alguém com o mesmo perfil ou, então, alguém “cascudo”, que soubesse lidar com a sombra do ex-técnico.

Eduardo é inteligente, trabalhador, estudioso, profissional e tem um caráter ímpar, mas na “hora da onça beber água”, não mostrou para que veio. O filho de Nelsinho tem uma maneira oposta de pensar o futebol, quando se compara ao Cuca. Os jogadores estavam acostumados ao estilo de jogo anterior. Eram campeões e o melhor time do Brasil. O grupo ainda foi reforçado. O time não precisava de um “choque-tático”, mas, sim, de jogo de cintura.

Recém chegado, Eduardo quis mudar tudo. Impor sua filosofia e alterar o toda a estrutura do time jogar. Os jogadores não compreenderam e os problemas apareceram. A defesa, que foi uma das melhores no último Brasileirão, se tornou frágil. A saída de bola se tornou algo burocrático, com chutões e bolas rifadas. A compactação da equipe acabou. A construção dos gols funcionava a partir de lampejos de determinados jogadores. A teimosia em um modelo de jogo no qual o elenco não assimilava foi crucial para derruba-lo do penhasco.

Era preciso minimizar os erros, ir aos poucos implantando o seu trabalho e provar que era o nome certo, em meio as incertezas. O torcedor, embora com saudades de Cuca, quis acreditar que Baptista fosse o nome ideal. Mas, o próprio não se mostrou.

Sobre as fofocas, isso tem em qualquer grupo, em qualquer ambiente de trabalho.

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