Você aceitaria treinar a Seleção Brasileira hoje?

Foto: Divulgação

Esta semana foi agitada em relação ao comando da Seleção Brasileira. O repórter do Globo Esporte, Martín Fernández, revelou que a CBF procurou de forma indireta o técnico Tite e, do outro lado, recusou o técnico argentino Jorge Sampaolli. Ao que tudo indica, o teste de fogo para Dunga será a Copa América Centenário, em junho. Se você fosse treinador, aceitaria atualmente treinar a seleção pentacampeã do mundo?

Segundo as informações, Tite não aceita largar o Corinthians em meio a disputa da Libertadores — que vai até 27 de julho. De certa maneira, é algo coerente, principalmente em relação ao projeto do clube. Mas, há que diga que, hoje, assumir a Seleção é algo que não vale a pena, como entende o ex-jogador Romário.

“Parabenizo o Tite por ter dito não. Ele é uma pessoa inteligente e sabe o momento que a CBF vive. O Tite, diferentemente do Dunga, não passaria por essa vergonha de ser cobrado por um ex-presidente da CBF” disse o Senador à ESPN Brasil.

Claro que o Tite não é o homem que vai chegar e mudar o rumo do futebol brasileiro. Até pelo fato dele não ter poder para isso e a problematização ser mais profunda. Mas, sem dúvidas, é o grande nome que o futebol brasileiro tem para o cargo — ou talvez o mais preparado. A Seleção — para jogador e treinador — sempre foi o auge, mas infelizmente os negócios passaram a frente do futebol.

O que o Romário disse é voltado para essa questão. A CBF se tornou uma rede de corrupção e é uma federação em que os presidentes não saem do país com medo de serem presos pelo FBI — ou são, como o caso de José Maria Marin. É preciso mudar e pensar a futebol como o carro-chefe e, não, o dinheiro.

Falta organização, transparência e planejamento na administração da Seleção e, principalmente, do futebol brasileiro. Não adianta acertar com Tite, Sampaolli ou o Guardiola, sonho de consumo de vários brasileiros, a mudança tem que começar de cima para baixo. Há tempos que o topo da pirâmide precisa ser alterado.

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