Não vai pra rua
Ainda não sei se devo considerá-lo bebê — embora alguma coisa quente me obriga a determiná-lo ainda. Meu João, menino de 1 ano e sete meses, desde que começou a andar, correr, escalar, pular — principalmente quando contrariado , em protesto— tem se deixado ir.
Ele não é mais aquele bebezinho a que se exigia todo o cuidado, todo mesmo. Despreocupado, corre pela calçado, causando-me temor. A coragem impensável dele se manifesta na calçada, a poucos metros, centímetros — para o coração de pai — da rua.
Quando João alcança a rua, ganha uma dose a mais de impulso. É impulsionado. João não tem um arquivo de terror na cabecinha. Não teve de aprender a se preocupar com a loucura do trânsito, principalmente pela televisão, ou em vídeos do youtube. Com a estatística de atropelamentos de que muitos motoristas desatentos são os principais culpados.
João cresce sob o grito: “Não vai pra rua, João!!!”