Imagem do filme “Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses”

Oi, eu sou o Yago!

Oi, eu sou o Yago!

Este é o terceiro texto que eu escrevo aqui, e é uma alegria saber que você (eu falo “tu”, mas vamos deixar assim) está lendo. Hoje eu gostaria de partilhar brevemente sobre a minha história.

EI, NÃO VAI EMBORA hehe

Infância

Desde criança eu ouvia falar no Papai Noel, no Coelhinho da Páscoa e no Papai do Céu. Com o tempo, eu descobri que só o terceiro desta lista era real. Foi meio frustrante descobrir que o Papai Noel não tinha dois mil anos, mas tudo bem. Eu superei o fato dele e do Coelho não serem reais, mas confesso que não me lembro do exato momento em que isso aconteceu.

“Pré-adolescência”

Eu nunca fui uma pessoa muito religiosa. Acreditava em Deus, mas nada muito além disto. Em uma época da minha vida, na tal de “pré-adolescência”, eu tive contato com o espiritismo. Aquilo parecia interessante. Até que um dia eu parei de ir.

Senão, não casa

Eu lembro que quando eu tinha lá meus onze anos de idade, a minha mãe quis que eu fizesse a catequese para a primeira Comunhão. Eu não queria, mas ela usou um argumento que até hoje eu me lembro. Ela disse: “Se tu não fizer agora, quando tu quiser casar tu vai ter que fazer com as crianças”. Pronto, ela me convenceu.

Eu comecei a ir à missa todo domingo com ela, porque era o “tema de casa” pegar o “autógrafo” do padre no folheto do domingo. Aquele tempo passou. Da catequese, só voltei a ter contato com uma amiga algum tempo depois. Fora isto, não tive mais nenhum contato com a Igreja. Afinal, eu já tinha feito o meu compromisso pra poder casar.

Sonho de criança

Eu sempre quis aprender algum instrumento. Na verdade, eu queria ser um rockstar. Afinal, pensava eu, quem não quer ser famoso? Uma vez a minha mãe veio me falar que, na paróquia onde eu fiz a minha primeira (e única) Comunhão, estavam dando aulas de violão de graça. No começo eu confesso que não quis muito ir, mas acabei cedendo. Eu fui até a paróquia com a minha madrinha e… não tinha ninguém. Nós fomos embora, mas, quando chegamos na esquina, resolvemos dar mais uma passada na frente da igreja. Eu tinha treze anos, e tinha ganhado um violão de presente de aniversário há umas duas semanas. Não custava dar outra chance. Eis que estava ali, recém chegando na igreja, um rapaz que viria a ser muito importante na minha vida. Ele me deu aquela primeira aula. Chegaram mais algumas pessoas e ele me convidou para ficar em um estudo sobre alguma coisa da Bíblia (algum tempo depois eu descobri que aquilo era a catequese de crisma). Depois deste estudo, ele disse para eu voltar à tarde (era um sábado), pois haveria mais pessoas. Eu voltei.

CLJ

Aquele foi um tempo muito bom na minha vida. Eu conheci pessoas novas, não precisava mais ficar em casa olhando o “Caldeirão do Huck” (fala sério, gastar o sábado à tarde com “Caldeirão” não é massa). Esse tal CLJ mudou bastante a minha vida (sim, foi pra isso o convite de voltar à tarde). Pra quem não conhece, o CLJ é um movimento da Igreja presente em Porto Alegre e algumas outras cidades do RS. Eu fiz o retiro que chamam de CLJ 1, e ali eu comecei a me identificar como cristão. Ao final do ano, após ouvir alguém falar que nós éramos católicos, eu fiz uma tomada de decisão. Até então eu não me reconhecia como católico, mas naquele momento eu falei comigo mesmo: “Eu sou católico? Então tá. A partir de agora eu sou católico”. A pessoa não tinha essa intenção (ela falou essa frase dentro de um contexto super natural), mas fez uma grande diferença na minha vida.

Aos poucos eu fui adquirindo algum conhecimento sobre os dogmas da Igreja, conhecendo a vida dos santos. Cerca de dois anos após o primeiro retiro que eu fiz, eu participei do CLJ 2. Ao todo, eu fiquei mais de cinco anos e meio nesse movimento. Foi bastante tempo para entender diversos “porquês” da Igreja.

JMJ Rio 2013

Para finalizar esta primeira parte do meu testemunho, não poderia faltar este que foi um dos episódios mais marcantes que eu já vivi. No ano de 2013, por pura providência de Deus, eu fui para a Jornada Mundial da Juventude. Algum dia posso escrever mais sobre isto. Por hoje, gostaria de dizer que foi uma experiência sem igual. Ver o Papa tão de perto foi uma emoção sem tamanho. Três milhões e meio de jovens em silêncio na praia de Copacabana adorando Jesus com Francisco num sábado à noite foi algo que eu me emociono só de lembrar.

Para não me alongar muito, termino por aqui esta primeira parte. Semana que vem eu continuo falando um pouco mais sobre a minha vida.

Deus abençoe a cada um de nós.

Shalom!