Imagem do filme “Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses”

Oi, eu sou o Yago! (Parte 2)

Esta é a segunda parte do meu testemunho. Se você ainda não leu a primeira, clique aqui

Padrinhos de CLJ

Como dito na primeira parte, o CLJ foi algo muito importante na minha vida. Boa parte das minhas tardes de sábado eu passei lá. Neste movimento cada pessoa que entra escolhe um padrinho, que é alguém que já faz parte do grupo e que vai acompanhar mais de perto a caminhada desse novo membro. No meu caso, o meu padrinho foi aquele rapaz do violão. Hoje ele é um santo.

Também eu fui escolhido, certa vez, para ser padrinho de uma moça, no ano de 2013. Confesso que eu não era muito preparado para isto. Verdade seja dita, acredito que ela fez muito mais por mim do que eu por ela.

Comunidade Shalom

Em 2014, no final de março (ou começo de abril), na paróquia Santo Antônio do Pão dos Pobres, houve um retiro da Obra Shalom de Porto Alegre. A Obra Shalom faz parte da Comunidade Católica Shalom, que é uma associação internacional de fiéis difundida pelos quatro cantos do planeta. Até então eu não sabia nada disto. Tudo o que eu sabia era que nós (o pessoal do CLJ) tocávamos algumas músicas dessa tal Comunidade Shalom nas missas. No sábado, após a missa, o pessoal do Shalom nos convidou para participarmos do segundo dia do retiro. Eu até me animei com a ideia, mas no domingo eu não acordei cedo. Perto da hora do almoço, porém, a minha afilhada (eu disse que ela foi importante) ficou me ligando pra eu ir. Bom, eu não tinha nada a perder.

Nascer de novo

Logo que eu cheguei, o almoço do retiro estava acabando. Todos me receberam tão bem que eu quase fiquei constrangido. Eu lembro que houve uma breve explicação sobre uma tal efusão do Espírito Santo, e depois todos ficamos em pé para que os servos (pessoas que estavam no retiro para servir) orassem por nós. Começou a tocar uma música chamada “Visita-nos com Teu Amor”. Uma moça, missionária consagrada da Comunidade Shalom de Florianópolis, veio rezar por mim. Ela pediu o Espírito Santo sobre mim, e depois começou a orar de uma forma peculiar. O que eu vivi nesse momento eu creio que nunca mais vou esquecer. Eu sentia como se eu estivesse ardendo em febre, mas sem nenhum dos sintomas maus, e o meu corpo estava literalmente encharcado. Só que isso tudo era o de menos. O Amor que me invadia era algo muito maior que eu, algo que eu não sei como explicar. De repente, nada ao meu redor fazia mais alguma diferença, porque o que eu estava vivenciando era algo muito mais profundo do que eu mesmo poderia compreender. Todos os sentimentos, todas as angústias, tudo o que havia em mim, aquele Amor revirou tudo sem destacar nada. Eu só chorava como uma criança recém-nascida, e eu até hoje não sei descrever tudo o que se passou em mim. Depois disso, porém, eu posso afirmar sem nenhuma dúvida, assim como o profeta Jó: “Te conhecia, Senhor, somente em palavras, mas hoje meus olhos te viram” (cf Jó 42, 5). Eu nasci de novo, como Jesus fala no Evangelho (cf João 3, 3–5).

E hoje…

Hoje eu participo da Obra Shalom de Porto Alegre. Hoje eu estou escrevendo um pouco da minha história para partilhar com você.

Deus abençoe a cada um de nós.

Shalom!

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