Relação Família

Por Yago Portella Dias

“Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5, 24–25)

Com estas palavras São Paulo ensina aos efésios — e, hoje, a todos nós — como deve ser vivida a vida em família. O Apóstolo dos gentios exorta as mulheres a serem submissas aos seus maridos, e aos maridos ele exorta a se doarem inteiramente pela salvação de suas esposas.

Reflexo da Santíssima Trindade

A isto é chamado o casal que se torna uma família com a graça do sacramento do matrimônio. Assim como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três pessoas distintas, mas um só Deus, assim deve ser a família cristã: duas pessoas distintas, mas que formam uma só pelo laço de amor entre si, abençoado por Deus. Como isto ocorre?

Complementaridade

Como podem duas pessoas passarem a ser uma só?

Em cada mulher, há feminilidade e masculinidade. O que prevalece, porém, é a feminilidade, que a leva a agir muito mais com o coração, que lhe concede o instinto materno, o zelo pelo lar. Enfim, que lhe concede a graça de ser mulher.

Nos homens também há masculinidade e feminilidade. A masculinidade, no entanto, prevalece, e é ela que o leva a agir de forma mais racional, pragmática, que lhe faz viril, um protetor. Portanto, que lhe concede a graça de ser homem.

Todo ser humano, porém, tem em si o desejo de buscar aquilo que não possui em seu ser — em síntese, o equilíbrio entre masculino e feminino.

Ao se unirem em matrimônio, o homem e a mulher se complementam naquilo que falta a cada um: o homem completa a masculinidade que falta na mulher, e a mulher completa a feminilidade que falta no homem. E já não são mais que uma só carne (cf. Gn 2, 24).

E no dia a dia…

À mulher cabe o papel de zelar pelo lar, e ao homem o de chefiar a família. O diálogo ajuda os dois a crescerem e fortalecerem o laço familiar. Cabe, porém, ao homem, enquanto chefe da família — quando esta é bem estruturada (pois um pode assumir a função do outro em determinados casos) — a última palavra, mesmo que esta seja “amém” após a mulher terminar de falar — e isto pode ser quase tão recorrente quanto ao final de uma oração.

Deus abençoe a cada um de nós.

Shalom!