aprendi a me virar e a revidar cada golpe que você me dá. se eu falo você escuta. se eu berro você foge. se eu mando sair, você saí. e eu intervenho a cada discussão tua. despertando a pior versão de mim, dificulta qualquer outra relação minha. tô sempre na esquiva e com medo dos ataques que sempre recebi. agora eu também ataco, na verdade, protejo…
quero deitar no teu peito e chorar
manchar tua camisa chique com meu rímel barato
sentir teu coração e
ver a vontade de sumir ir embora
Tem dias que me sinto presa na cama e não importa o quanto eu tente não saio dela até que minha cabeça comece a doer. Depois invento motivos pra me convencer de que precisava ficar ali deitada (e sempre acredito neles). Me prendo também a minha cabeça; a essa vida, destino e caos — como se eu nunca fosse alcançar a paz. Mas, por mais clichê que isso…
mesma rua, mesmo bairro, mesma escola e teoricamente a mesma educação, mesmas oportunidades. tudo pobre fudido. tudo pra dar errado. hoje consigo entender através de Piaget a diferença, sem se conformação e sem compreender a razão d’eu ser diferente. os gostos mudaram. as amizades…
pra amar
o reflexo no espelho
se produz
e vira alvo
de cantada
assédio
e punheta