Before I go

É como se você tivesse chegado e despertado minha alma. Todos os dias eu acordo sentindo falta de algo, fico pensando o quanto isso ainda vai me perturbar. Esse sentimento de vazio e desejo.
Nunca tive pretensões de amar e ser amada, embora eu sempre nutri a esperança de encontrar algo que fosse como o amor, mas sem os problemas do amor. Queria poder contar a você. Quero contar que, assim que nos conhecemos, senti algo que nunca senti antes. Quero contar o quão aflorada estou. E, mais do que tudo, quero contar sobre como foi conhecê-lo, e perceber que nosso destino não estava em nossas mãos. Mas sei que não posso. Não posso contar para ninguém.
A sensação de ir embora, mesmo quando você não quer. A sensação de que às vezes as coisas não podem ser consertadas, eu torço para que possam. Eu quero que você feche os braços em volta de mim, porque é onde você pertence, e estou com medo de que nunca possa acontecer. Isso está me matando, está me matando porque não quero passar mais nenhum dia sem que não saiba o que sinto por você. E não estou pronta para dizer que estou apaixonada por você, pois não estou. Ainda não. Mas seja lá o que for isso que estou sentindo… é bem mais que gostar. É muito mais. E nas últimas semanas venho tentando entender esse sentimento. Estava tentando entender porque não existe palavra alguma capaz de descrevê-lo. Quero que saiba exatamente o que sinto, mas não existe nenhuma maldita palavra no dicionário inteiro que descreva esse ponto entre gostar e amar, mas eu preciso dessa palavra. Preciso dela porque preciso que você me ouça dizê-la. Por ora pensei que fosse só um sentimento adormecido, que despertou outra vez, e causou formigamento na alma. Para as pessoas que olham para as estrelas e desejam, e para as estrelas que ouvem — e os sonhos que são respondidos. Permitam estrelas, que tenha meu desejo realizado.
Você é muito generoso para brincar comigo da mesma maneira que brinquei com você. Eu queria saber se seus sentimentos ainda são o que eram no passado. Os meus estão fortes, mas eu juro que uma palavra sua deve me silenciar. Você deve permitir que eu lhe diga o quanto eu o admiro ardentemente. Eu me pergunto se alguma parte de mim sabia o que estava me esperando. Que eu nunca seria uma gentil cultivadora de coisas, ou alguém que queimasse como fogo — mas que eu brilhasse tanto quanto a noite. Que eu teria beleza, para aqueles que sabiam onde procurar, e se as pessoas se incomodassem em olhar, apenas temessem…. De qualquer forma. Eu me pergunto se, mesmo em meu desespero e desesperança, eu nunca estive verdadeiramente sozinha. Eu me pergunto se eu estava procurando por este lugar — procurando por você. Antes de eu ir, saiba disso, — Mesmo que eu nunca ouse te contar — meus sentimentos perante a você permanecem intactos.
“Eu sei que, em alguma parte dessa cidade pela qual ando só, você respira, e isso me basta.” -Replay — Marc Levy.
