baco

um poço

um vitral espesso

o que chove deita fundo e lá se ajusta [rubro sangue]

o ócio estanca a vida, mas nada o impede

indaga ao vento dos dias sobre mãos soberbas e dedos largos como conchas rasurando o que a cútis esconde em seus grãos

recitando pelas unhas a desordem sazonal

do ensejo à matéria distorcida de lembrança enferma

adequar passos lisos para que não façam barulho

o vento bate e desmorona

a porta ao lado entreaberta

o delicado tilintar das veias que pulsam contra as veias que pulsam

e o pudor nas cordas de luz

e o pudor em desatino

mera obra de olhos insultados pela cavidade que abriga o que é real

da mente que fantasia em secreto nas sombras das portas, no barulho imundo

as bordas

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