Time – of my life – Warp

Sobre o festival da minha vida

É basicamente impossível transcrever as emoções de uma experiência sensorial de maneira fiel ao que foi vivido. Fica mais difícil ainda se você vive à flor da pele assim como eu. Mas, dessa vez abri uma exceção pra tentar transformar em resenha o que senti no festival mais intenso e complexo de toda minha vida.

Engana-se quem pensa que ir à um festival consiste apenas em um divertimento momentâneo. São tantos estigmas destrinchados na pista de dança que o questionamento começa mesmo a partir do momento que você sai dela cheio de novas ideias e ideais. Funciona como um combustível a mais pra vida real, sabe? Ao mesmo tempo que te tira de uma realidade, te imersa dentro de si mesmo.

O Time Warp encheu nossos corações de alegria desde o momento em que pisamos lá. Não era só o line-up ou a estrutura… era sobre a energia na qual todos vibrávamos em sintonia. Eu olhava ao redor e via só sorrisos, e isso me conectava até com as pessoas que eu não conhecia. Eu senti o poder da música unindo mentes e corações que jamais haviam se esbarrado anteriormente. Era surreal como o propósito de toda aquela multidão, em questão de horas, se tornou o mesmo: viver aquele momento como se fosse o último.

Quando eu me encontrei no techno, minha certeza era de que aquela sensação única que a música me transmitia era a tradução de todos os sentimentos que me movem. Amor, gratidão, entusiasmo, emoção… e o melhor, todos eles sendo difundidos através da dança e expressão corporal. Aquilo era meu corpo reverberando a intensidade da minha alma, e isso me encantou de uma tal forma que se tornou meu refúgio. O mais incrível foi saber que todos os meus amigos se sentiam como eu e também usaram disso pra manifestar a voz que fala mais alto dentro de cada coração: o amor pela música e pelo que ela nos proporciona.

A união de todos somada à qualidade musical que o festival nos trouxe, de fato consolidou um dos momentos mais inesquecíveis de toda minha vida. Simplesmente não havia regra além de ser feliz. Cada um dançava à sua maneira e ajudava a compor um cenário tão harmonioso que nos deixou boquiabertos até agora. A salva de palmas final ainda ecoa na minha cabeça como um agradecimento que ao meu ver jamais seria suficiente para retribuir o que nos foi dado.

Eu só queria poder agradecer do fundo da minha alma ter a oportunidade de viver um momento tão intenso de pureza em meio ao caos do cotidiano e ver que a música tem o poder de guiar nossos corações sim. Fazer parte de tudo isso é libertador e enche meu coração de esperança por um mundo melhor.

Nosso encontro em 2018 foi o mais épico possível.

Mal posso esperar por 2019.

Obrigada, vida.