A CHAMADA PORNOGRAFIA FEMINISTA

Acabei de assistir o primeiro episódio de "Hot Girls Wanted: Turned On" que fala sobre as mulheres que estão atrás das câmeras na "pornografia feminista". Uma das entrevistadas é a pornógrafa Erica Lust, que diz que não faz pornografia, mostra sexo. Ela mostra um discurso de empoderamento. Fala sobre querer mostrar que uma mulher pode fazer pornografia na perspectiva das mulheres. Ela fala sobre sua equipe ter várias mulheres o que pode fazer com que a atriz se sinta bem. Ela fala que há uma aura de sororidade no set de filmagem. 
Em uma das cenas de uma mulher contracenando com um ator pornô, ela pede pra parar, ela reclama de dor e demora algum tempo respirando fundo, tentando fazer com que a dor que ela está sentindo passe. Erica acaba as filmagens. Ela já tem seu material. 
Um abraço e alguns elogios para aquela mulher teve seu corpo corrompido diante de todos. Um afago e ela acha que aquela mulher está bem. Em um momento a mulher fala que ainda não digeriu o que aconteceu. Provavelmente, não sabe que foi estuprada. Algo a incomoda, mas talvez ela nunca entenda. 
A pornografia chamada feminista não existe. Não é porque ela é voltada ao público feminino, que ela deixa de explorar corpos das mulheres sexualmente, em uma indústria que fatura milhões. Nunca no capitalismo a mulher vai achar que tem escolha. Enquanto existir a indústria, o capitalismo vai continuar explorando corpos das mulheres. A pornografia não se importa com elas, ela se importa com lucro. Pornografia feminista é uma ideia liberal pra que você acredite que nesse meio uma mulher que faça sexo diante das câmeras é uma mulher que escolheu aquilo. Sexo por coerção econômica, não é sexo, é exploração,ou se você preferir, estupro. 
O que difere um pornógrafo homem de uma pornógrafa mulher é o gênero. Mulheres podem e exploram outras mulheres.



Disponível no Netflix: 
Documentário: Hot Girls Wanted 
Série: Hot Gils Wanted: Turned on

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