véu.

minha aparência sempre engana. cuidado comigo. 
o mal que eu não quero, eu faço.
costuramos o véu rasgado, toda vez que deixamos de amar.

já tentei ser mais misericordioso, mas eu ainda não consegui.
já tentei ser melhor, na busca de agradar aqueles que ainda não conseguir ser reconhecido. 
eu juro, já tentei. 
sim, já compreendi que mesmo que eu tenha talento, eloquência ou desenvoltura, a humildade de um coração arrependido, também é o atributo que me levará mais perto de D-S. 
mas e quando eu não consigo? qual escolha me resta? vou jogar tudo pra ar ou escolho o temor ao D-S ETERNO? 
me agarrei aos méritos de um filho mais velho que nunca abandonou o lar, não largou os princípios da vida religiosa, nunca sentiu na pele os prazeres da era turbulenta e sem regras de moralidade e perversidade…

hoje é uma data diferente, por que a PALAVRA me encheu de GRAÇA. 
a PALAVRA que ofende a nossa velha maneira de pensar é também aquela que nos transforma num homem regenerado pela VERDADE.
é preciso deixar que a PALAVRA ofenda a nossa velha maneira de pensar, e nunca acomodar nossa interpretação dela (PALAVRA) em uma doutrina digestível.

hoje é mais que uma data do calendário. 
tudo o que eu não consegui, tudo o que eu queria ter feito, foi me concedido pela PALAVRA. 
hoje a MISERICÓRDIA da PALAVRA renovou. 
véu está rasgado!

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