meu corpo embriagado navegava por entre as mesas, todas cheias, todas lá. A música me guiava, meu cruzeiro do sul de noite aberta. Encontrei abrigo na cadeira vaga, recebi um olhar dos que na mesa já estavam, depois, cortesia. Me serviram uma dose de whiskey e continuaram a conversar, sobre tenentes do sul e anarquismo italiano.
Confesso que o jazz que tocava e o sonho de revolução que se desenhava eram um só, mas mesmo assim me distraí. Uma mulher, a mais linda delas todas, estava lá. Sereia por entre as mesas, com discreto olhar mais poderoso que qualquer canção. Um jovem que parece estar perdido vai ao seu encontro, fica de pé diante dela. Ele não está mais perdido. Trocam palavras. Ela o despreza. Ele não parece ser daqui.
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