Ópio Imortal
És o ópio do povo
Que não te quer,
És o vício dos tolos
Que não te querem esquecer.
Soubesses quantos mortais te querem
Pedias a Palas Atenas sabedoria,
Soubesses quantos imortais te invejam
Fugias da criação divina que é a tua existência
Passeias despreocupado como quem não deve,
Vagueias nos meus pensamentos sem pedir autorização
E fazes o tempo parar à minha volta
Como se o amanhã nunca fosse chegar.
Passas, sentes o mundo e olhas.
Olhas mas não reparas
Que os Deuses choram por ti
E eu, desprovido de vontade,
Espero pelo dia em que me amparas.