O que dizem sobre o amor?

eu poderia dar uma explicação simples, mas ultimamente todas as minhas definições estão muito clichês. vendo essa cortina, essa luz, esse reflexo, até esse par de chinelos num canto qualquer ou essa roupa jogada em cima da cama, vulgo bagunça, seria simples descrever.

  • shopenhauer escreveu que o amor por vezes desorienta as cabeças mais geniais.

e não é mesmo?! recordo de uma música (obviamente), “largo tudo se a gente se casar domingo”. (não estou diferenciando o primeiro encontro dos olhos que se cruzam todos os dias).

  • stendhal escreveu que amar é ter o prazer de ver, tocar, sentir por todos os sentidos.

eu diria por todos os sentidos e todas as possíveis rotinas. quem nunca amou um momento estranho ou vergonhoso junto com outro alguém? (confesso que já amei ver alguém sentado na privada).

  • aristóteles disse que um bom começo é a metade.

concordo. recomeçar pode ser mais verdadeiro do que um começo. já há uma certa bagagem e abandoná-la seria desperdício.

  • jean paul sartre disse que amor é um ideal irrealizável. por isso queremos algo impossível das pessoas que amamos.

afinal, sempre vamos querer algo mais, e quando temos esse mais, sentimos falta do menos, ou do mais um pouco (seres humanos, hehe).

  • confúcio é dos meus, é valido fazer comparativo com esse “nome”. escreveu que até que o sol não brilhe, acendamos uma vela na escuridão.

imagino que ao escrever isso, ele sabia que não era tão simples, mas também sabia que poderiam valer as tantas velas.

logicamente citei o que convém. Marisa Monte cantou “deixa eu dizer que te amo, deixa eu pensar em você, isso me acalma”.

acalma, bagunça, anseia e acalma de novo.

yasmin speransa dentro de seus atuais clichês diz que o amor está dentro de uma xícara de chá e no molho do big tasty. nas imperfeições e nas manias. no estranho e no doloroso. nas melodias melancólicas e na ironia que a dor causa. na reluta pelo sono, porque o amor faz sonhar.

pra finalizar, arno speransa disse que tem medo de ter alguém, porque é foda perder quem se ama. desculpem o palavrão, mas eles também fazem parte do amor,

pelo menos do amor do meu avô.

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