inaD.
Doces olhos puxados vieram de encontro aos meus no fim de julho. Inusitadamente ambos passam a se conhecer. Coincidências tomam conta do diálogo e se tornam cada vez mais frequentes. Quem é essa guria?
Trezentos e sessenta horas ausentes, quando de modo inesperado surge uma mensagem. Expectativas manifestam-se junto da onda de sentimentos que sua voz me traz. Uma festa, diversas trocas de olhares e carícias até o momento do beijo. Teu pescoço encaixou em minha mão feito uma peça de quebra cabeça. Será ela?
O melhor convite possível era feito. Pernoitando em um local não tão desconhecido em meio a uma noite gelada, admirava cada vez mais aquele ser afável. Poderia estar frio, mas uma parte em mim encontrava-se aquecida da melhor maneira possível. Fui despertado?
Toda a chama renasce e o destino que tanto falamos, parece cada vez mais legítimo. O “você” toma conta de mim e definitivamente, não poderia ter alguém melhor a me conquistar. Um novo evento chega e com ele minhas inseguranças. Um olhar amendoado surge diante de mim e no mesmo instante, dá-se a extinção dessas oscilações quando vou de encontro aos seus braços.
Seguindo o raciocínio, careceria de uma pergunta no penúltimo parágrafo, conquanto essa necessidade teve fim desde que a razão das incertezas acabarem tomou sua forma.
É guria, a gente teve que se separar mas a nossa hora ainda está por vir. O que o destino une, ninguém separa. Se cuida, de novo.
“Akai ito.”
