Talvez eu só esteja louco
Todos os dias me pego pensando se o que eu fiz foi bom o suficiente para outra pessoa. Se o papel que desempenho na minha vida em geral está de acordo com as expectativas das outras pessoas mas também da minha visão do que é realmente certo.
Esse tipo de pensamento, infelizmente, só me corrói. E mesmo dizendo isso, ainda fico na dúvida se eu estou realmente certo.
Estou fazendo acompanhamento com uma analista, onde ela me ouve e devolve aquilo que eu falei, porém sempre com uma análise profunda que, no final, me trás uma lição.
Não sei se faz parte de mim ou é inconsciente/proposital que eu me esqueça facilmente de todos os ensinamentos que eu levo para casa. Por isso, estou sempre num ciclo onde me perco nos meus próprios pensamentos.
Quando eu era criança, minha mãe comprou uma fita VHS do filme Donald no país da matemágica. Tem uma cena onde Donald está aprendendo a jogar bilhar. Porém, para aprender ele precisa organizar os pensamentos e na cena, os pensamentos dele são simbolizados como arquivos dentro da cabeça. E como é de se esperar, está tudo uma bagunça.
O locutor do filme faz uma faxina no cérebro de Donald e é justamente nessa cena que me vejo quando faço análise.
Porém, como todo escritório cheio de papelada, com o tempo as coisas ficam bagunçadas e temos que ajeitar tudo de novo.
Algumas frases que minha analista fala ficam gravadas na minha mente. Mas a principal delas é:
“Ninguém dá o que não tem”
Essa frase por si só já explica muita coisa na nossa vida e consegue solucionar muitas dores de cabeça.
Mas, sempre resta várias dúvidas acerca dos temas que tenho na minha vida e é esse o motivo desse texto todo. Talvez eu só esteja louco.