Produção e inspiração

Em qualquer área criativa há a fase da inspiração. A palavra tem a mesma raiz que “colocar o ar para dentro”, “ inspirar/expirar”. Nos abastecemos de combustível para a criatividade assim como nos abastecemos de oxigênio para o metabolismo.

E, assim como no processo de respiração, o ar que respiramos vira outra coisa no processo, pegamos vários elementos externos, colocamos para dentro, e vira algo diferente, a criatividade também pegamos elementos externos, unimos num ponto em comum, e transformamos em outra coisa.

Quando um escritor cria, ele usa experiências que absorveu no decorrer de sua vida, para criar histórias, mundos, personagens. Mesmo que seja uma ficção científica passada no futuro, ou uma fantasia em uma galaxia “far far away”. Mesmo criativos “técnicos”, como arquitetos e designer, que são técnicos por usar “regras” e diretrizes para criarem, se inspiram. Um arquiteto pode bolar uma construção baseado em elementos que encontra na natureza, por exemplo. Seria o natural inspirando o que o homem pode construir.

Minha área é a fotografia. Há dois momentos que se pode dizer que há criação quando fotografamos: quando modificamos uma luz, ou quando produzimos uma cena do zero. Normalmente, fotógrafos de fine art são os mais criativos, pois são capazes de criar cenas surrealistas com objetos e elementos reais.

Eu sou fotógrafo social. Registro eventos, principalmente casamentos, e ensaios fotográficos. Os eventos são acontecimentos que não sofrem a minha influência, mas ainda assim posso usar a minha inspiração para produzir uma cena completamente criativa, através das cores e das luzes. Já fiz contraluzes usando flash dedicado, já usei a luz do DJ (aquelas que ficam mudando de cores) para destacar um elemento. A criatividade está lá.

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