Acesso ao cinema em um país onde a arte não é reconhecida
O tema da redação do ENEM desse ano foi “democratização do acesso ao cinema no Brasil”.

O mercado cinematográfico é uma indústria bilionária, ela leva entretenimento, cultura e até mesmo propaganda para todo o planeta, mas o acesso a essa arte não é tão universal quanto parece. Pensando no Brasil, regiões afastadas dos grandes centros econômicos e capitais tem um acesso limitado, geralmente focado em exibir blockbusters, ou inexistente ao cinema.
Recentemente, vimos o presidente Jair Bolsonaro falar sobre sua vontade de extinguir a ANCINE, agência reguladora e fomentadora do cinema no Brasil, uma medida que diminuiria ainda mais o acesso da população a produções cinematográficas que realmente falam com o público brasileiro, como o recente longa Bacurau, que se passa no Nordeste.
A arte nacional é vista com maus olhos por grande parte da população, inclusive por vários governantes, que se negam a dar a devida importância para as artes e o pensamento crítico, já que criar ferramentas de incentivo e acesso à cultura é algo que países desenvolvidos fazem, como a Coréia do Sul com o k-pop.

No caso do cinema, o incentivo a obras nacionais e exibições populares em regiões sem acesso a sétima arte seriam boas respostas, por levar momentos de interação para populações que, em sua maioria, nunca tiveram a chance de se ver representados em uma tela.
Somos um país tão rico culturalmente e o cinema é uma excelente forma de quebrar preconceitos existentes na sociedade, ao convidar pessoas completamente diferentes para ver representações de culturas totalmente diferentes, mas ainda sim brasileiras, além de visibilidade e representatividade de cada povo.
Eu fiz esse artigo a partir do tema apresentado para a redação do ENEM 2019 e meu rascunho, obviamente está com mais informação por ser feito sem pressão alguma e eu poder consultar diversas fontes mas, em suma, é a ideia que eu tentei passar para o papel.
