Uma palavra me chamou a atenção durante o seu texto: culpa. O Dalai Lama atual nos apresenta, no livro “A Arte da Felicidade”, estabelece três hipóteses básicas:
Todos nós queremos ser felizes;
A maioria das pessoas está tentando ser feliz da forma errada; e
O motivo pelo qual estamos tentando da forma errada é nossa ignorância sobre a natureza da realidade.
É interessante se pararmos pra pensar, realmente. Ninguém acorda desejando ser infeliz, nós buscamos a felicidade. O problema é que confundimos a felicidade com prazer: achamos que podemos encontrar a felicidade em dinheiro, bens materiais e outras coisas, quando isso nos traz, no máximo, prazer.
Quanto à ignorância, o Dalai Lama emprega essa palavra no sentido do não-saber, do não conhecimento de como a natureza mais elementar das coisas realmente funciona.
Essas três hipóteses, embora óbvias, fazem toda a diferença pra mim. Elas nos mostram que o problema se encontra no processo da busca da felicidade, não na natureza humana. Não é que tenhamos nascido pra sofrer, que a nossa natureza seja má ou que não possamos atingir a felicidade. Apenas não encontramos o caminho ainda.
Que diferença isso faz?
Tudo isso exclui nosso sentimento de culpa, que como você apontou, Tanaka, muitas vezes nos atrapalha. E de maneira poderosa, embora exclua esse sentimento, essas hipóteses reforçam nossa responsabilidade.