Alguns pensamentos

Não é segredo pra ninguém o quanto minha vida mudou desde aquele fim de setembro de 2014. Me formei, virei pai, troquei de emprego entre outras coisas.

Mas a vida segue ainda mudando, e não sei se estou sabendo lidar com toda essa pressão, não tenho mais nenhuma valvula de escape. Minha saude tá a cada dia pior por isso, minha auto-estima está lá no chão. Já pensei que poderia estar entrando em depressão( não descarto tal possibilidade), preciso procurar um psicologo, mas com que dinheiro?

Meu dinheiro anda extremamente contado, pensão, contas em casa, dividas anteriores e tal, cometi uma loucura financeira também ao viajar, mas se fez necessário, eu precisava fugir desta loucura chamada São Paulo.

Essa loucura toda me fez eu me aproximar da minha mãe, e acho que pela primeira vez na vida adulta eu contei pra ela todos os problemas que me afligem. Entre eles o que mais me deixa louco, a dificuldade de comunicação com a mãe do meu filho.

Talvez seja apenas a crise dos 30 chegando (embora eu só tenha 26), mas bate e você fica sem saber o que agir.

Eu não gosto da área que eu trabalho, pois acho que exige um vasto conhecimento e não remunera o que vale, tenho vontade de começar em alguma outra área, mesmo que fora da minha formação, mas como conseguir um emprego sem experiência, principalmente nesta fase de crise. Com um filho pra criar não posso simplesmente trocar o certo pelo duvidoso, não por enquanto. A pensão dele consome boa parte do meu salário (que não é grande), eu não pago os 30% como é usual, acaba saindo bem mais, temos um valor pré-fixado, e graças as horas extras que eu faço consigo ter um pouco de dinheiro. Mesmo com as horas extras, ele consome de 30 a 40% do meu ganho. É justo? Não sei, mas me aperto para que não falte. Isso sem contar os gastos que surgem no meio disso tudo. Talvez eu seja orgulhoso demais para renegociar esses valores, talvez eu seja idiota, na verdade não é talvez, eu sou mesmo e fico me remoendo por dentro.

Uma das mudanças, minha mãe me “reconvidou” a morar com ela, to vivendo um dilema, teoricamente tenho um ambiente menos conturbado, mais calmo e reservado, além de comida gostosa todo dia rsrs. Mas ao mesmo tempo tenho que abrir mão da comodidade de estar perto do trabalho, fácil acesso e uma certa liberdade de chegar a hora que eu quiser em casa, terei que talvez que doar minha gata. Além de ter ela como companhia que tem se sentido muito sozinha desde a aposentadoria, são muitos fatores envolvidos e isso junto com os outros mil problemas tem me tirado o sono a noite.

Não sei o que fazer e isso me deixa ainda mais maluco, tenho medo de tomar decisões erradas e ser tarde demais pra corrigir, não sou mais um menino, já tenho 26 anos, tenho um filho de 1 ano e to preocupado com o futuro dele, preciso me mostrar um grande pai a ele, e com todos esses problemas não sei como.

Preciso me tratar fisicamente, psicológicamente, financeiramente e religiosamente, mas esbarro em burocracias, falta de dinheiro e tempo.

Se for só uma fase ruim espero que passe logo, mas enquanto isso vamos trabalhando e tentando melhorar. Como fazer isso, ainda não sei, mas vou descobrir.