mal-encarado

estou olhando para mim agora e por isso resolvi escrever, pois acho que é a melhor maneira de eu conseguir organizar minhas ideias e talvez achar uma direção para o que eu olho.

olho para mim,

e confesso que arrumei minha postura, só por que não quero transparecer para mim mesmo alguma fraqueza. relaxo, afinal eu me conheço, não preciso me enganar, não?

vejo que estou bem, sinto fome, estou consciente, principalmente das reações que minhas atitudes têm no mundo, nas pessoas. por isso, hoje, não estou tomando atitudes que num passado remoto já tomei.

olhando para mim, percebo a necessidade de ajuda, de cuidado, mas percebo também minha total responsabilidade sobre esse cuidado. então me agrido, grito e digo;

olha o que você fez comigo? como pode não se notar? a culpa é sua, essa dor.

e jogo para esse eu que inventei, sucessões de interrogações, todas indispensavelmente inúteis.

ah! como é difícil olhar para mim sem espelhos.

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