E algumas estatísticas

2016. Que ano, amigos. Há um bom tempo já, publiquei aqui no Medium um texto com minhas leituras de 2014. Por algum motivo que já não me lembro, não quis fazer o mesmo para as leituras de 2015, mas esse ano a lista da Aline Valek me motivou a compartilhar a minha também.

Favoritos

  • Trilogia 1Q84 , Haruki Murakami. Eu me encantei pela trilogia 1Q84, e é até difícil dizer porquê. A escrita do Murakami é muito interessante, muito diferente do que eu já li. Tem todo um ritmo próprio, lento, circular, até um pouco repetitivo. Mesmo assim, seus personagens…


Enquanto estou sentado aqui neste banco, no alto, um sem número de pessoas passa diante dos meus olhos, distantes (fisicamente) não mais que alguns metros, mas distantes (conscientemente) anos-luz. Algumas estão indo, outras estão vindo. Imagino que todas elas têm nome. Cada uma tem um nome. Cada uma tem memórias, uma sucessão de batalhas já travadas e outras tantas por travar. Cada uma sente, prazer e agonia, felicidade e medo, esperança e queda. Cada uma delas sente. Quantas lágrimas já derramaram (derramamos) hoje? Quantas lágrimas seguraram (seguramos) por vergonha? Qual a proporção dos que odeiam o destino da rotineira viagem…


Ela aproveitava o próprio tempo de uma maneira toda dela. Deitada no chão frio, olhando o teto, sentindo-se tocar pela brisa quente de fevereiro. Perda de tempo? Pros outros, talvez. Pra ela, não mesmo.

O que muita gente chama de jogar tempo fora, ela chama de paz. E se for jogar tempo fora mesmo, que diferença. Ele acaba pra todo mundo, e no fim o que vale é fazer o que se gosta. E ela gosta disso.

Por que não corre atrás de um amor? Por que não se interessa pela novela? Por que não vai ao cinema, não compra…


Esse ano (2014) começou como ano de vestibular e acho que lá pelo segundo mês de cursinho eu já estava entediado. Lembro que me dei conta de que duas vezes por dia passava na frente do que deve ser a mais bonita biblioteca da cidade, a Biblioteca de São Paulo, no Parque da Juventude.

No fim acho que esse foi o ano em que eu mais li desde que aprendi a ler. Montei essa lista com tudo que li no ano (eu colocaria a lista em ordem cronológica mas não a lembro, então vai sem qualquer ordem mesmo).

  1. K., de…


Sofia foi a décima sexta mulher a entrar na joalheria naquele dia. A sexta a de fato comprar algo. Disse ao rapaz que a atendeu que queria algo diferente. Nada de ouro, nada de prata. Mas, principalmente, nada de esmeralda. “Mas combina tão bem com os seus olhos!” insistiu o vendedor mostrando um par de brincos da mais fina pedra verde. “Eu sei. É por isso mesmo que não os quero. Esmeraldas já tenho duas, sempre as tive.” E completou “Não sei como não me cansei destas ainda” em tom de brincadeira. A verdade é que Sofia sabia que era…


Três palavras constituem sucintamente um puro amor humano: zona de conforto. A zona de conforto aparece espontaneamente, surge do convívio social. Sua única condição básica é a existência de rotina. A rotina que nos guia diariamente, acordar sempre no mesmo horário, fazer as mesmas atividades todos os dias, ver as mesmas pessoas, os mesmos programas, voltar pra casa, dormir e repetir tudo no dia seguinte. Nossa tendência de adaptação transforma a rotina em algo sólido, intransponível e imutável. Estático. E é a partir daí que surge a zona de conforto.

A resistência a mudanças, por menores que sejam, é dos…

Guilherme Zanoni

O tempero de sempre nos pratos do costume

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