A tentação de não orar

Quando o assunto é tentação a esfera sexual acaba sendo o foco do assunto como se esta fosse a maior. Todavia ignoramos uma tentação que é tão sútil e cujas consequências são tão desastrosas quanto outras, se não pior: a tentação para não orarmos!

As distrações que surgem são diversas, desde a uma vida cheia de responsabilidades e tarefas quanto passar horas a fio nas redes sociais ou diante do computador ou um console jogando algum game. São distrações que ofuscam ou tentam ofuscar a nossa mente e drogam nossa consciência para que ignoremos a nossa necessidade vital de oração.

Para aqueles que buscam um pragmatismo que justifique a oração, respondo através de Colossenses 1.16: “tudo foi criado por ele e para ele”, a duas perguntas básicas:

1- por quê orar?

Porque tudo foi criado POR Deus, logo oramos por causa da nossa relação com Deus, todavia Jesus ao entrar na história trouxe consigo a única revelação que só o Filho poderia revelar: Deus é Pai, Deus é Aba. Quando orardes direis assim: “Pai nosso…” Para aqueles que creem em Cristo e devotam suas vidas a Ele, foi-lhes dado o poder de serem “chamados” filhos de Deus (Jo 1.12), assim orar é a relação entre Pai e filho.

2- para que orar?

Porque tudo foi criado PARA Deus, logo oramos para que a vontade de Deus acontece aqui na Terra como nos céus e isso em meio as nossas petições, as quais poderão ser respondidas de forma positiva ou não, todavia não é a nossa vontade que devemos buscar ao orarmos ao Pai, mas a dEle, pois como disse João: “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos (1 Jo 5:14-15).”

Precisamos evitar as distrações que nos impedem de orar. Precisamos reconhecer a importância da oração para vida. Precisamos compreender que a oração é a própria relação com Deus!

A oração é tão essencial que tanto teólogos e filósofos quanto leigos estudiosos das Escrituras devem inclui-lá em suas vidas, pois como disse Evrágio, o solitário: “qualquer conhecimento que não me ponha de joelhos é diabólico.”

Naquele que nos ensinou a orar chamando Deus de Pai,
Zé Bruno