Dois erros comuns entre os pregadores

Um dos grandes equívocos que todo pregador está sujeito a cometer é caminhar nos extremos: condenando o pecado, mas sem apresentar a graça ou anunciando esta, sem denunciar aquele.

No primeiro caso nos tornamos condenadores, mensageiros da culpa e do medo, sem Boa Nova para proclamar. Já no segundo, corremos o grande risco de sermos profetas da libertinagem, do “tem nada não”, esquecendo do caminho estreito.

Nos dois casos aqueles que julgam estar anunciando o Evangelho, na verdade estão fazendo um desserviço. Pois toda caricatura é uma imagem distorcida e um Evangelho distorcido anuncia um Deus distorcido, uma realidade distorcida, uma igreja distorcida e outras verdades distorcidas.

O pregador do Evangelho precisa denunciar o pecado, condenando-O, revelando sua natureza destruidora do homem para com Deus, para consigo, para com o outro e para com meio em que vive. Mas logo após cabe-lhe apresentar o sacrífico da Cruz, relevar nele o amor de Deus, anunciando “a graça de Deus que se manifestou salvadora a todos os homens. A graça que nos orienta a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta presente era…” (Tito 2.11–12).

No Cristo,
Zeh