é bonito criança na cacunda.
equilíbrio confiante num abraço de pernas.
o pai - geralmente é o pai, mas tanto faz - cresce, se avoluma. ganha cabeça de criança, vira um gigante de cabelos esvoaçantes. e de muitos braços.
o coração de um palpita na cabeça do outro.
as mãos raspam o céu, alçam voo, com os pés amparados no peito.
descalços. soltos. donos do mundo.
a coluna arqueada do pequeno jóquei afagando o crânio do cavalo, que não cavalga, mas desfila. leve, sem peso.
porque juntos eles são o que precisam ser.
é mesmo bem bonito criança na cacunda.

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