Experimento 5 — 28/02/16
Vou ter de andar sozinho
com minha incrédula expressão
que se exterioriza sempre na transformação
que metamorfoseia o meu caminho.
Pouca vez abrirei mão do confinamento:
Apenas se em algum caso de renúncia perpétua;
ou de súbitos e simples prazeres simples…
À parte disto, encontro-me ao meu encantamento.
E nesse deslocamento em que me encontro
vejo toda a eternidade de minha porta para dentro.
Num apanhado magistral
que só eu faço, subentendendo.
Saudade, Nostalgia e Melancolia…
Nesta base tridente que me fura,
atinge-me a alma abstrata numa figura.
Sempre antiga, nunca repetida.
Numa licença aos deuses vou rimar:
Que os três pinos da dor
estejam (disso eu sei) banhados n’amor…
amor e dor; amor e dor
Esse arquétipo da arma do inferno
na verdade de muito se diferencia…
Emparelho dois polos-desgraça
e boto a nostalgia a navegar…
O modo peculiar de castigar dos deuses gregos
eu estive admirando
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