Joaquim Zion: um DJ antenado com o mundo

“As pessoas abertas para a boa música eu retribuo com o meu respeito” (Joaquim Zion). Foto: Claudia Marreiros

Famoso no circuito reggae da Ilha o DJ Joaquim Zion nunca deu bola para rótulos e preconceitos. Quem conhece sua trajetória reconhece nele um pesquisador, que conhece música de todo canto do mundo e de uma porção de cantos do Brasil, este país-continente de música riquíssima, diversa e plural.

Joaquim é o DJ convidado da terceira edição de RicoChoro ComVida, que terá como atrações o grupo Urubu Malandro e a cantora Alexandra Nicolas, que prestará homenagem a Carmen Miranda, a pequena notável — ou a “sempre notável”, como ela prefere.

RicoChoro ComVida é uma produção de RicoMar Produções Artísticas, com patrocínio da Fundação Municipal de Cultura (Func), Gabinete do Deputado Bira do Pindaré, TVN e Galeteria Ilha Super, e apoio do Restaurante Barulhinho Bom, Calado e Corrêa Advogados Associados, Sonora Studio, Clube do Choro do Maranhão, Gráfica Dunas, Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt e Musika S.A. Produções Artísticas.

Ele comentou a honra do convite, deu pistas do repertório que tocará em vinil e disse como lida com o preconceito.

ENTREVISTA: JOAQUIM ZION

Qual o sentimento ao receber o convite para a próxima edição de RicoChoro ComVida?
Pra mim é uma honra. Tenho imensa admiração pelo Ricarte e o projeto RicoChoro é de fundamental importância para o desenvolvimento da boa música em nosso país.

​Sobre o repertório: o que você certamente não deixará de fora?
Tocarei Clementina de Jesus, João Nogueira, Dona Ivone Lara, Gilberto Gil, Dominguinhos, Di Melo, Paulo Moura, Jorge Ben, Caetano Veloso, Djavan, Pixinguinha, Donga e algumas surpresas musicais…

​Carmen Miranda será homenageada no show principal. Na sua opinião, qual o significado da artista para a música brasileira?
Ela foi a primeira cantora brasileira a ter reconhecimento nos Estados Unidos, o que de alguma maneira abriu portas para a nossa música lá fora. O pioneirismo dela fez com que o mundo musical abrisse os olhos e os ouvidos para o Brasil e para a nossa música.

​O que você diria a eventuais preconceituosos que porventura estranharem um “DJ de reggae” em uma festa de choro?
Bom, eu nunca dei atenção aos preconceituosos. A música é universal. Eu sou um DJ de reggae que está sempre antenado com o mundo. É essa a minha sintonia. Aos preconceituosos que fiquem com os seus pré-conceitos; e as pessoas abertas para a boa música eu retribuo com o meu respeito.