Comer os alimentos vendidos por um ambulante é correr um sério risco, você não sabe a procedência deles e muito menos de quem os vende. Abrir os portões da UFRN aos ambulantes é abrir para outro tipo de insegurança que você mesmo reclama perceber. Ambulantes podem ser pais de família, pessoas simples, humildes e pobres, como você mesmo disse. Mas ser ambulante é ser desconhecido da lei, que você como um estudante de Direito deve saber bem. O Estado luta diariamente para que os ambulantes se formalizem. Para pagarem mais impostos? Talvez. Mas para serem pessoas dignificadas pela lei, que possuam um CNPJ, para que os órgãos competentes fiscalizem seus procedimentos, para que o cliente saiba o que está colocando em seu estômago. Liberar ambulantes seja os que vendem comidas, livros, brincos, pulseiras, drogas é expor o ambiente de ensino, aprendizagem, pesquisa, extensão e inovação ao retrocesso. Tanto se fez até se chegar as licitações, agora querem voltar a terra sem lei?! O preço pode ser barato, porque eles não pagam aluguel, luz, água, gás e nem os funcionários de carteira assinada. Mas às vezes o barato sai caro, como uma infecção alimentar. Se quem ganhou a licitação não está atendendo bem. Reclame! Se está praticando altos preços. Reclame! Se não segue os padrões de higiene da COVISA. Reclame! Para isso existe a Ouvidoria! Para isso existe a Comissão Permanente de Licitação! Mas se isso acontecer com um ambulante você não terá a quem recorrer. Se nós estamos pagando por um serviço, então temos o direito de exigir que ele seja bem executado. Ficar na internet reclamando não vai resolver! Comunique o problema a quem é capaz de resolvê-lo!