Mais uma Coscuvilhice!

O repórter André Guilherme Vieira publicou hoje no Valor (08/01/2016, A4) uma matéria cheia de insinuações e aleivosias, combinando fatos ocorridos em tempos distintos, informações desencontradas e incorretas e consolidando uma denuncia delatada por ouvir dizer, de boatos que circulavam, sem evidencia concreta alguma e que o próprio delator afirma ter ouvido falar.
Ontem, as 14:45 ele enviou um email solicitando o meu posicionamento até as 20:00. Recebeu a seguinte resposta às 15:34 :

“Repudio, mais uma vez, o método utilizado para obtenção e o conteúdo das acusações levantadas através de vazamentos seletivos de delações premiadas.
Em primeiro lugar, o trecho citado no vazamento da delação, de posse do jornal e sem que eu tenha tido acesso a ela, fala de pessoas já falecidas, como a ex- Ouvidora Geral da Petrobras e do meu ex- Chefe de Gabinete, que nega a informação veiculada. É o disse que me disse de alguém, que ouviu falar, que outrem teria feito tal coisa. Nada indica um conhecimento direto sobre a falsa denuncia, seja por parte do delator, seja por parte do jornalista. Nem há uma acusação explícita, até pelo próprio delator, segundo a parte do material a que o jornal se refere, sobre minha participação direta nos pretensos fatos delatados.
Nunca soube de utilização de recursos ilegais dos fornecedores da Petrobras para a campanha do Governador Jaques Wagner em 2006 ou em 2010.
Não vejo nenhuma consistência na informação de que “operações de trading” seriam de competência da Presidência da Petrobras. Nunca foram e não são. Desta forma, a pretensa origem dos recursos é absolutamente falsa.
Mais ainda incoerente é seu paragrafo seguinte, sobre a realocação de parte das atividades financeiras e de tributos da Petrobras para Salvador. Além de ter sido uma operação que reduziu custos da empresa, consolidando suas atividades de pagamentos e de acompanhamento tributário, o COPIF, órgão responsável por estas atividades, inicia suas operações em Julho de 2008, portanto dois anos depois das eleições de 2006.
Segundo informativos da imprensa da época:
“A escolha da capital baiana como sede do Cofip também foi resultante de um grande processo de avaliação qualitativa e quantitativa, que começou em 2007, envolvendo diversas pesquisas. Foram analisados os grandes centros brasileiros onde a Companhia tem escritórios da Área Financeira, sendo examinados itens como custo e qualidade de vida, oferta de serviços de educação e saúde e até a disponibilidade de imóveis. A escolha do local buscou, simultaneamente à otimização de custo da empresa, reduzir também o custo de vida dos empregados, mantendo ou melhorando sua qualidade de vida”. (http://www.dci.com.br/…/petrobras-cria-cofip-para-gerenciar…)