E quem sabe então o Rio será alguma cidade submersa
Não se afobe não que nada é pra já
Dizia erroneamente a pixação
Há cinco anos
Cinco anos é muito tempo
É tanto, é nada. É amor envolto à qualquer mágoa e sobre as tantas coisas erradas que a gente fez desde então.
Pesou a mão, foi embora. Não tem mais amor, nem aquela música do Vanguart na vitrola. Hoje tem São Paulo, tem eu, tem um apartamento com o chão de tacos que agora é meu. Não tem cama no fim da tarde. Não tem bicicleta, nem Ibirapuera. Eu nunca mais voltei lá.
Não tem Maracanã, não tem Flamengo. Eu hoje tenho qualquer desgosto profundo por nunca mais ter amado tão terno. Tão destruidoramente que ninguém com mais de 25 anos conseguiria. Eu cresci demais aqui. Eu estive imersa em mágoa demais até aqui. Hoje respiro tranquila e calma porque você não ocupa mais qualquer pedaço do meu coração confuso e pequeno.
Não se afobe, não: amores serão sempre amáveis. E também doídos, mas Chico esqueceu de avisar.

