Pretérito perfeito

Hoje eu te escrevo porque hoje você dói. Porque somente hoje eu deitei minha cabeça preocupada no travesseiro depois de uma dia exaustivo de trabalho e pensei em como seria bom reclamar dele com você. Mas hoje não deu. Hoje teve outras coisas, aquelas coisas lá, como você me explicou. Silêncio. Talvez você tenha sido só um sonho bom, daqueles que a gente acorda e olha pro vazio do teto branco. Talvez você tenha que ser meu sonho adiado. Novamente. Talvez eu tenha que te deixar pra lá, como fiz com o sonho anterior. Você é a cara da minha saudade e desconfio que não queira deixar de ser. Não hoje. Não agora.

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